"O Brasil Amazônia Agora se coloca ao lado de quem trabalha, de quem cuida, de quem produz conhecimento e de quem ainda espera uma oportunidade. Nosso compromisso inclui fiscalizar o poder, cobrar coerência e acompanhar os efeitos de suas decisões sobre a população"
Editorial...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em Washington, a Doutrina Donroe transforma a crise institucional em instrumento de ingerência e encontra aliados...
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.
Celebrar conjuntamente o 5 e o 7 de Setembro significa reconhecer que a soberania brasileira depende da integração efetiva da Amazônia, de sua autonomia...