“O feminicídio não é destino. É um colapso acumulado. E colapsos acumulados não se resolvem com comoção passageira, mas com reação contínua, mensurável e corajosa”
Há crimes que matam uma pessoa. E há crimes que rebaixam a própria ideia de República. O feminicídio pertence...
Em tempos de protagonismo do setor privado, as empresas da região, especialmente às que operam sob o guarda-chuva da Zona Franca de Manaus, podem decidir se querem continuar ocupando o papel de caricatura — o tal “ventilador no meio da selva” — ou se estão dispostas a assumir o lugar de atores e promotores de uma economia amazônica que, enfim, decide produzir riqueza a partir da floresta em pé e da inteligência das pessoas que a habitam
Se o país aceitar esse desafio, a BR-319 pode se tornar um laboratório de governança climática e social para o século XXI: uma rodovia vigiada por satélites, protegida por UCs, guardada pela fiscalização, estruturada pela regularização fundiária e animada por economias sustentáveis. Se continuar negando a si mesmo aquilo que já desenhou em norma, relatório e condicionante, o Brasil estará confessando outra coisa: que ainda não decidiu levar a sério nem a Amazônia, nem a própria República.
Estudo da GHM Solutions e do Instituto de Energia e Ambiente da USP mostra que automação e eficiência em edifícios podem economizar, por ano, o equivalente à produção de Itaipu e milhares de quilômetros de linhas de transmissão. Mas essa revolução começa em casa, com decisões de consumo, automação simples e pressão cidadã por prédios mais inteligentes.
“O feminicídio não é destino. É um colapso acumulado. E colapsos acumulados não se resolvem com comoção passageira, mas com reação contínua, mensurável e...
Em tempos de protagonismo do setor privado, as empresas da região, especialmente às que operam sob o guarda-chuva da Zona Franca de Manaus, podem decidir se querem continuar ocupando o papel de caricatura — o tal “ventilador no meio da selva” — ou se estão dispostas a assumir o lugar de atores e promotores de uma economia amazônica que, enfim, decide produzir riqueza a partir da floresta em pé e da inteligência das pessoas que a habitam