A Amazônia não pode ser refém do imediatismo e da desinformação. Nossa luta não é contra a tecnologia ou a IA – mas contra seu uso como pretexto para desviar o foco da crise climática. Sustentabilidade não saiu de moda. Ela apenas se tornou incômoda para quem teme perder o controle. E é exatamente por isso que precisamos continuar.
Para tornar esses cenários uma realidade, é essencial estabelecer parcerias estratégicas entre governos, empresas, organizações da sociedade civil e instituições de pesquisa. A transição energética na Amazônia demanda um esforço coletivo para consolidar um novo modelo de desenvolvimento, onde a preservação da floresta seja sinônimo de prosperidade e inovação.
O II Fórum ESG Amazônia permitirá a troca de experiências sobre como estruturar boas práticas de governança e integrar a sustentabilidade na estratégia de longo prazo das empresas
O CIEAM, como representante do Polo Industrial de Manaus (PIM), acompanha de perto essa transformação e defende que a bioeconomia e a inovação tecnológica sejam parte da estratégia de desenvolvimento do Brasil. Nossa Zona Franca de Manaus (ZFM), muitas vezes questionada por aqueles que desconhecem sua importância estratégica para a conservação da Amazônia, já é um case de ESG em sua essência, pois concilia produção industrial com a preservação da floresta em pé.
Hoje, a Amazônia tem em mãos uma oportunidade única: consolidar-se como referência global em bioeconomia. Se há um caminho para o desenvolvimento sustentável do Brasil, ele passa necessariamente pela floresta. E, desta vez, não para derrubá-la, mas para fazê-la crescer em exuberância, serviços e benefícios
No entanto, será essencial que empresas e governos invistam em capacitação e infraestrutura para garantir que os benefícios da Inteligência Artificial sejam amplamente distribuídos, evitando que a automação agrave o desemprego na região.