No Dia Mundial do Meio Ambiente, o CIEAM propõe um Brasil que ainda não se conhece

“Cada componente eletrônico, cada embalagem, cada produto que sai das fábricas do PIM carrega em si o desafio e a responsabilidade de retornar ao ciclo produtivo de forma segura e responsável. Não se trata de luxo: trata-se de futuro”.

Coluna Follow-Up

Em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, mais do que celebrar, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) escolheu refletir, dialogar e propor. Ao reunir líderes empresariais, especialistas e representantes do poder público na II Conferência Diálogos Amazônicos – edição Brasília, a entidade reafirma seu compromisso histórico com um modelo de desenvolvimento que nasce no coração da Amazônia, com raízes industriais, vocação inovadora e missão ambiental.

Em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, mais do que celebrar, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) escolheu refletir, dialogar e propor. Ao reunir líderes empresariais, especialistas e representantes do poder público na II Conferência Diálogos Amazônicos – edição Brasília, a entidade reafirma seu compromisso histórico com um modelo de desenvolvimento que nasce no coração da Amazônia, com raízes industriais, vocação inovadora e missão ambiental.

Manaus fala a Brasília, e o Amazonas fala ao Brasil – mas não àquele Brasil dos gabinetes e das generalizações apressadas. Fala, dialoga e se reporta ao Brasil real, que precisa conhecer a Amazônia para além da caricatura. Um Brasil que ainda não entendeu que, enquanto grande parte da indústria nacional luta para alcançar metas mínimas de ESG, o Polo Industrial de Manaus já pratica, há décadas, uma economia de baixíssima pegada de carbono, com um perfil produtivo diretamente associado à manutenção da floresta em pé e à promoção social.

Em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, mais do que celebrar, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) escolheu refletir, dialogar e propor. Ao reunir líderes empresariais, especialistas e representantes do poder público na II Conferência Diálogos Amazônicos – edição Brasília, a entidade reafirma seu compromisso histórico com um modelo de desenvolvimento que nasce no coração da Amazônia, com raízes industriais, vocação inovadora e missão ambiental.

Sim: aqui se produz, se gera riqueza, emprego e arrecadação — com floresta. As apresentações na Conferência tem métricas e depoimentos colhidos durante o evento mostram algo que os dados e a imprensa confirmam: a economia amazonense cresce com força e consistência, irradiando desenvolvimento para a Região Norte e contribuindo de forma decisiva para o equilíbrio macroeconômico do país.

Segundo o último PEA Perfil da Economia do Amazonas publicado pelo CIEAM, só no primeiro trimestre de 2025, a economia do Amazonas avançou 4,6%, puxada pela indústria de transformação — com destaque para os setores eletroeletrônico e de bens de informática. O comércio e os serviços acompanham esse movimento, alimentados por um mercado de trabalho aquecido, que já alcança a marca de 562 mil empregos formais.

Em paralelo ao crescimento econômico, o compromisso com o meio ambiente se manifesta não em slogans, mas em logística reversa, ordenamento de resíduos, inovação sustentável e na busca pela consolidação de uma economia circular como fundamento civilizatório.

Cada componente eletrônico, cada embalagem, cada produto que sai das fábricas do PIM carrega em si o desafio e a responsabilidade de retornar ao ciclo produtivo de forma segura e responsável. Não se trata de luxo: trata-se de futuro.

Enquanto isso, a desinformação, quando repetida mil vezes, tenta se converter em verdade. O lobo da maledicência ronda a floresta, tentando pintar o Polo Industrial como um enclave artificial ou uma distorção econômica. Mas os dados não mentem. As florestas preservadas não mentem. O otimismo empresarial — medido pelo ICEI-AM, com 60,98 pontos, contra 48,06 da média nacional — também não mente.

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O Brasil precisa caminhar na floresta antes de julgá-la de longe. Neste 5 de junho, o CIEAM reafirma seu propósito — impulsionar o desenvolvimento da indústria do Amazonas, de forma inovadora, contribuindo com a sociedade, a Amazônia e o Brasil — com as bases que nos sustentam: credibilidade, protagonismo e sustentabilidade.

E mais do que tudo, renova sua esperança: de que possamos assegurar aos nossos filhos e netos o direito ao ar limpo, à água pura, aos alimentos saudáveis, às relações humanas equilibradas e à dignidade de viver num território onde o progresso não destrói, mas protege. E onde a indústria não extrai — ela devolve.

Coluna Follow Up é publicada no Jornal do Comércio do Amazonas, às quartas, quintas e sextas-feiras, sob a responsabilidade do CIEAM e coordenação editorial de Alfredo Lopes, editor do portal https://brasilamazoniaagora.com.br/
Alfredo Lopes
Alfredo Lopes
Alfredo é filósofo, escritor e editor-geral do portal Brasil Amazônia Agora

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