Paulo Marubo, ex-coordenador da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) e notável defensor dos direitos indígenas na Amazônia, faleceu no sábado,...
O Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (OPI) divulgou nesta 3ª feira (22/11) um relatório com propostas para a reestruturação da...
Lideranças indígenas do Vale do Javari estão apreensivas pela soltura de Ruben Dario da Silva Villar, o “Colômbia”, acusado de ser o mandante dos assassinatos do...
Por Kátia Brasil | Amazônia Real
O aparecimento de indígenas isolados em áreas próximas de aldeias de indígenas contatados na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas,...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.