Preservar é gerar negócio

As vantagens econômicas para o Brasil e para a Amazônia com a preservarção ambiental são enormes, além de colaborar com a mitigação dos efeitos adversos ao clima mundial, coloca também o nosso país na vanguarda para alcançar a liderança internacional da sustentabilidade ambiental e iniciar um processo de “neoindustrialização”

Por Antonio Silva
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A onda mundial de calor é o assunto do momento. “A era do aquecimento global acabou; chegamos à era da ebulição global” falou o Secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres. Realmente a Europa, Ásia e América do Norte nunca tiveram temperaturas tão altas, causando morte de idosos e crianças que não resistiram ao calor sufocante.

No Brasil também sentimos os efeitos do aquecimento, em que pese termos uma cobertura florestal invejável. Possuímos uma vasta área de vegetação e a Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, apresentando alto grau de preservação.

A preservação do meio ambiente, para diminuir os efeitos do aquecimento provocado pelo homem, é a principal arma que a humanidade possui para combater o caos ambiental, na gigantesca tarefa de frear a onda crescente de temperatura. Nesta tarefa, estamos bem, entretanto, podemos nos deparar com alguns problemas criados por países desenvolvidos, que adotam políticas com barreiras ambientais discriminatórias para o comércio de produtos e exercem protecionismos sem sustentação científica.

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Desmatamento aumenta aquecimento global – Foto de Michael Nichols

Por outro lado, temos excelentes perspectivas de obtermos vantagens e investimentos importantes, pois dispomos de fontes limpas de energia e avanços significativos em tecnologias verdes. Por exemplo, a Amazônia apresenta condições favoráveis ao desenvolvimento de matrizes econômicas com invejável potencialidade, dispomos de cobertura florestal capaz de impactar os negócios inerentes ao sequestro de carbono, temos área física, condições meteorológicas e geográficas adequadas para a produção de energia limpa e hidrogênio verde.

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Fonte de energia limpa

Possuímos parque industrial consolidado e sofisticado, minerais utilizados na produção de baterias e demais componentes eletrônicos, estamos aptos a realizar inovações que sejam fruto de pesquisas através do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) com possibilidades de conexão com os fluxos comerciais globais. 

As vantagens econômicas para o Brasil e para a Amazônia com a preservação ambiental são enormes, além de colaborar com a mitigação dos efeitos adversos ao clima mundial, coloca também o nosso país na vanguarda para alcançar a liderança internacional da sustentabilidade ambiental e iniciar um processo de “neoindustrialização”, adotando a economia verde como projeto de desenvolvimento.

Somos o maior mercado de créditos de carbono do mundo, razão pela qual o governo federal prepara a regulamentação do mercado de carbono, pretendendo aprová-la no Congresso Nacional, antes da COP-30, prevista para ser realizada no ano de 2025 em Belém/PA. 

Os mercados de carbono oferecem a proteção e necessitam de uma maior padronização de regras e mecanismos para a certificação de créditos provenientes de florestas. A regulamentação elaborada pelo governo federal, conforme divulgado, deu atenção especial na compatibilização com sistemas de precificação de carbono de outros países e o esforço pela redução da emissão de gases do efeito estufa.

A Amazônia pode solucionar alguns dos problemas do Brasil.

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Antônio Silva é administrador de empresas, empresário e presidente da Federação das Indústrias do estado do Amazonas e vice presidente da CNI.

Antônio Silva
Antônio Silva
Antônio Silva é administrador de empresas, empresário e presidente da Federação das Indústrias do estado do Amazonas e vice presidente da CNI.

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