Para União Europeia, preço do carbono deveria ser “muito maior” para fazer a diferença

O encarregado da Comissão Europeia para as questões climáticas afirmou que o preço do carbono na União Europeia, que atingiu na terça-feira (4/4) uma máxima recorde de mais de 50 euros por tonelada, deve ficar ainda mais caro para atender aos objetivos restritivos definidos pelo bloco.

“É um mecanismo de mercado mas, se quisermos atingir nossos objetivos, acredito que o preço deveria ser muito maior até mesmo do que é atualmente. Mas isso depende do mercado”, afirmou Frans Timmermans, durante a conferência anual do Instituto Universitário Europeu, conforme a Bloomberg.

O mercado de carbono na UE é a principal ferramenta do bloco para contenção das emissões de gases de efeito estufa que causam as mudanças climáticas, uma vez que usinas de energia, indústrias e companhias aéreas da Europa compram certificados quando poluem.

Com o bloco se esforçando para cumprir metas climáticas mais ambiciosas — incluindo um novo objetivo de reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030, o mercado encontrou mais ímpeto.

Cerca de 20% das emissões mundiais estão hoje cobertas por impostos sobre o carbono ou por esquemas de compra e venda de licenças de emissão de carbono.

Um esquema nacional de comercialização de licenças de emissões para o setor de energia da China, a ser lançado neste ano, será o maior do mundo. Superará o da União Europeia, embora esta use um preço muito maior para o carbono, que está sendo ampliado para incluir o setor marítimo.

Analistas afirmam que, agora, o preço do carbono na UE deve avançar para níveis suficientemente altos para que sejam desencadeados cortes de CO2 na indústria, setor no qual as alternativas de baixo carbono ainda não conseguem competir com tecnologias tradicionais de combustíveis fósseis em termos de custos.

Fonte: Um Só Planeta

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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