Papa Francisco aprova benção de casais homoafetivos

Em uma decisão histórica, o Vaticano, através do Dicastério para a Doutrina da Fé, anunciou nesta segunda-feira a permissão para a bênção de casais homossexuais e em situações consideradas “irregulares” pela Igreja Católica. Este anúncio, aprovado pelo Papa Francisco, marca um avanço significativo, embora mantenha a oposição ao casamento homossexual.

Papa Francisco abençoa casais homoafetivos com restrições

O documento oficial esclarece que essas bênçãos não devem imitar ou ocorrer simultaneamente aos ritos civis de união, nem incorporar elementos tradicionais do casamento. As bênçãos deverão ser administradas por ministros ordenados, como diáconos, presbíteros e bispos, em contextos distintos, como visitas a santuários, encontros com sacerdotes, orações em grupo ou durante peregrinações.

Esta medida representa um marco na história da Igreja, que até agora enfrentava fortes tensões internas, especialmente de setores conservadores nos Estados Unidos, sobre a aceitação de casais do mesmo sexo. A decisão chega após o Sínodo sobre o futuro da Igreja Católica, realizado há seis semanas, onde bispos, mulheres e leigos debateram questões sociais, incluindo a aceitação de pessoas LGBTQIA+ e indivíduos divorciados que se casaram novamente

Papa Francisco
Instagram/jakubidawid

Embora em outubro, cinco cardeais conservadores tenham solicitado uma reafirmação da doutrina católica em relação aos casais homossexuais, o documento final do Sínodo não abordou esta questão diretamente. Em 2021, o Vaticano reafirmou sua posição de que a homossexualidade é um “pecado” e que casais do mesmo sexo não são elegíveis para o sacramento do casamento.

Desde sua eleição em 2013, o Papa Francisco, conhecido por sua postura de uma Igreja “aberta a todos“, tem frequentemente causado desconforto entre os setores mais conservadores, especialmente após limitar o uso da missa tradicional em latim em 2021. Esta nova diretriz do Vaticano é vista como um passo significativo na inclusão de membros LGBTQIA+ na Igreja, apesar de continuar a gerar debate e divisão entre os fiéis.

*Com informações Diário do Nordeste

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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