Como o Idesam transforma compensação de carbono em reflorestamento amazônico

Iniciativa do Idesam transforma emissões corporativas em reflorestamento produtivo, unindo conservação ambiental, biodiversidade e renda na Amazônia.

A compensação de emissões de carbono tem se tornado uma das estratégias adotadas por empresas que buscam reduzir impactos ambientais e aproximar suas práticas corporativas de compromissos socioambientais. Na Amazônia, iniciativas de reflorestamento têm conectado o setor privado a projetos de recuperação de áreas degradadas, geração de renda e valorização da floresta em pé.

Um exemplo é a parceria entre a Petronect e o Idesam. Em março deste ano, representantes do Comitê ASG da empresa estiveram na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, no Amazonas, para conhecer de perto os resultados das ações apoiadas pela companhia na região.

A imersão, guiada pelo Idesam, teve como objetivo aproximar a empresa da realidade dos projetos de compensação de carbono. Durante a visita, os participantes acompanharam iniciativas conduzidas pelo Idesam e puderam observar como decisões tomadas no ambiente corporativo podem gerar efeitos práticos em territórios amazônicos.

A atuação da Petronect com o instituto começou em 2023, quando a empresa passou a compensar emissões de gases de efeito estufa geradas por viagens corporativas e pela produção de resíduos. A compensação ocorre por meio do Programa Carbono Neutro (PCN), iniciativa do Idesam que viabiliza o plantio de árvores na Amazônia.

Desde o início da parceria, mais de 5 mil metros quadrados já foram reflorestados com a participação da empresa. A recuperação das áreas é realizada com base em Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo que combina espécies nativas e cultivos agrícolas em uma mesma área. A técnica contribui para restaurar o solo, recompor a vegetação e criar alternativas econômicas para comunidades locais.

Além de capturar carbono da atmosfera ao longo do crescimento das árvores, os SAFs fortalecem um modelo de produção que integra conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Na prática, a compensação deixa de ser apenas um cálculo de emissões e passa a envolver também impactos sociais e econômicos nos territórios onde os projetos são implementados.

O Idesam atua há mais de duas décadas na Amazônia com iniciativas voltadas à conservação, uso sustentável da biodiversidade e geração de renda. No caso do Programa Carbono Neutro, a proposta é conectar empresas interessadas em compensar emissões a ações concretas de reflorestamento e restauração produtiva.

Para o setor privado, projetos desse tipo representam uma oportunidade de ampliar a responsabilidade socioambiental e apoiar cadeias produtivas alinhadas à manutenção da floresta. Ao mesmo tempo em que compensam parte de suas emissões de CO2, as empresas contribuem para iniciativas que valorizam a biodiversidade, fortalecem comunidades e ajudam a manter os serviços ambientais prestados pela Amazônia.

Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

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