O Idesam abre inscrições para o Desafio Bioinovação Amazônia, com prêmios de até R$ 200 mil e apoio com bolsas, mentoria e suporte técnico para soluções focadas na biodiversidade amazônica.
O Idesam lançou uma iniciativa internacional voltada à bioeconomia que pretende converter o conhecimento científico sobre a biodiversidade amazônica em produtos e soluções com potencial de mercado. Com inscrições abertas, o Desafio Bioinovação Amazônia busca reunir inovadores brasileiros e especialistas globais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para atuar em projetos ligados a cadeias sustentáveis da floresta.
A proposta tem financiamento do Bezos Earth Fund e conta com a parceria da Penn State University, além de organizações como a Rede Terra do Meio e a COOPEACRE. O objetivo é desenvolver soluções inovadoras a partir de insumos amazônicos, como açaí, castanha-do-brasil, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa, com foco em setores como alimentação, cosméticos e materiais sustentáveis.
Segundo Paulo Simonetti, gerente de Inovação Aberta e ESG do Idesam, o projeto aposta na convergência entre ciência e saberes locais. Para ele, trata-se do “tipo de inovação que precisamos para o futuro da Amazônia”, ao unir geração de valor econômico com a manutenção da floresta em pé .
Estrutura e etapas do programa
O desafio será desenvolvido em quatro fases: seleção de participantes, formação de equipes e concepção das soluções, período de imersão com validação das propostas e, por fim, a premiação. Parte central da experiência inclui uma residência de aproximadamente 15 dias na Amazônia, com atividades em Manaus e em comunidades rurais, com custos cobertos pela organização.
Ao todo, seis desafios orientam o programa, abordando temas como o aproveitamento de resíduos do açaí, a valorização de óleos vegetais amazônicos, o desenvolvimento de biomateriais a partir da borracha nativa e soluções para a cadeia produtiva da castanha.

Perfis e incentivos
A chamada busca dois perfis principais: inovadores com experiência prática na Amazônia e interesse em empreendedorismo — restrito a brasileiros — e especialistas internacionais em P&D com atuação nos setores envolvidos. A ideia é integrar conhecimentos técnicos e vivências diversas para ampliar o potencial das soluções propostas.
Os selecionados para a fase de imersão terão acesso a bolsas mensais, apoio financeiro para testes e validações, mentoria especializada e suporte de instituições como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA). As equipes também contarão com recursos de até R$ 100 mil para desenvolvimento de protótipos.
Na etapa final, os três melhores projetos receberão prêmios de até R$ 200 mil, além de suporte jurídico e estratégico para inserção no mercado. Os vencedores ainda poderão estabelecer parceria com a Zôma, iniciativa do Idesam voltada à geração de negócios na nova economia da floresta.
Atuação do Idesam
Com sede na Amazônia e atuação desde 2004, o Idesam se consolidou como uma das principais organizações brasileiras dedicadas à conservação ambiental aliada ao desenvolvimento socioeconômico. O Idesam trabalha no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, na promoção da bioeconomia e na construção de soluções para mitigação das mudanças climáticas, articulando ciência, políticas públicas e iniciativas de mercado.
Reconhecido nacional e internacionalmente, o Idesam acumula prêmios e certificações que reforçam seu papel estratégico na região, incluindo o reconhecimento como uma das melhores ONGs ambientais do país. Ao estruturar programas como o Desafio Bioinovação Amazônia, o Idesam amplia sua atuação ao conectar talentos, investimentos e conhecimento técnico para impulsionar uma nova economia baseada na floresta em pé.
