Estilista cria sapatos que podem ser plantados e viram macieiras

Fabricados com materiais biodegradáveis, os calçados tem uma semente de maçã escondida na sola

O canadense Luc Houle trabalhou 7 anos no mercado de moda e, para ajudar a diminuir o impacto ambiental da indústria, criou uma nova proposta de calçados: quando não puderem mais ser usados, os pares são plantados ao invés de descartados.

A marca de calçados ganhou o nome de Johnny e a razão é a lenda de Johnny Appleseed, um homem que que andava por Ontário e pelo norte dos Estados Unidos espalhando sementes de maçãs. E é justamente isso que os calçados vão fazer – se transformarem em macieiras.

sapatos sementes maçã
Foto: Reprodução | YouTube

Os Johnnys são sapatos comuns de lona, mas em sua composição são usados materiais biodegradáveis ao invés de plástico. Acolchoado, leve e resistente à água, a vida útil de um par é estimada em 3 anos. Depois disso eles devem ir para o solo.

Uma vez enterrados, os Johnnys vaõ se decompor. Isso acontece porque parte dos materiais do sapato são compostos naturais que têm justamente a função de atrair microrganismos que aceleram o processo. E, escondida na sola de cada calçado, está uma maçã semente envolta em fertilizante.

sapatos sementes maçã

A previsão é que a nova macieira cresça em 1 ano e meio. E, mesmo se os sapatos não forem “plantados” eles irão se biodegradar em aterros sanitários, caso sejam descartados no lixo comum.

Financiamento coletivo

sapatos sementes maçã
Foto: Reprodução | YouTube

Para transformar o projeto em realidade, Luc Houle precisa levantar US$ 55 mil para que a marca “Johnny” chegue ao mercado. Para isso, o estilista conta com uma campanha na plataforma Kickstarter.  

Na campanha, é possível comprar um par de Johnnys por US$ 109 e ganhar também uma árvore plantada em seu nome. Houle diz que espera lançar sua marca de sapatos sustentáveis até agosto de 2022.

Veja a matéria sobre os sapatos Johnnys no programa canadense City News:

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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