No aniversário da elevação do Amazonas à categoria de província, a leitura de Márcio Souza ajuda a reconhecer uma dívida brasileira formada por memória...
A reativação da rodovia poderia mitigar essas desigualdades, promovendo a inclusão social e econômica de comunidades tradicionais da área de influência dos Rios Madeira, Purus, Amazonas e Negro, por onde ocorre 80% da economia dos Estados do Amazonas e Roraima, sem comprometer a integridade do bioma amazônico.
Dia do Amazonas: vamos celebrar o quê?
A preservação das florestas indígenas na Amazônia desempenha um papel crucial na regulação climática, sugere um novo estudo. O Território Indígena do Xingu, por...
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.