A vergonha, portanto, não repousa sobre a bioeconomia que ainda engatinha. Ela recai sobre os que, dispondo dos meios, vacilam em mudar o destino de uma das regiões mais estratégicas do planeta. Ainda há tempo. Mas, como aprendemos com o ritmo lento dos rios e o furor imprevisível das cheias, o tempo amazônico é paciente, mas tem limites. Como diz Rocha, “…só poderemos transcender o pessimismo sobre a Amazônia quando começarmos a perceber um uso responsável de seus recursos e um encolhimento da fome e da pobreza no seu interior profundo.” Afinal, ninguém pode adiar direitos e benefícios para sempre.
Descarbonização, ecologia integral, mudanças climáticas, transição energética e a relevância da Amazônia para o planeta foram apenas algumas das pautas defendidas pelo Papa Francisco durante os 12 anos de seu cargo na Igreja.
"A escolha está em curso. E cada prioridade anunciada, cada parceria firmada e cada decisão energética tomada nos próximos sete meses para a COP 30 será...
Nesta entrevista exclusiva ao portal Brasil Amazônia Agora, do qual é um dos fundadores, o professor Jacques Marcovitch — referência nacional e internacional em governança, sustentabilidade e políticas públicas — compartilha reflexões urgentes e estruturadas sobre o papel das universidades e instituições de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, no desenvolvimento de uma bioeconomia sólida, justa e conectada com as necessidades amazônicas.
Ao abordar desde os desafios da transferência de conhecimento até a articulação com o setor produtivo e o enfrentamento do crime ambiental, Marcovitch propõe uma agenda estratégica para transformar a riqueza da biodiversidade em bem-estar local e compromisso planetário.