Para COP30 em Belém, mais de mil árvores já foram plantadas na cidade

Projeto de plantio traz espécies ameaçadas de extinção e para ornamentação dos jardins do parque, unindo ciência e sustentabilidade na preparação para a COP30 em Belém

O Parque da Cidade, em Belém, que sediará as principais programações da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em 2025, está recebendo um grande esforço de reflorestamento com mais de 100 espécies de árvores. Entre as espécies transplantadas estão a samaumeira, seringueira, mamorana, ipê, açaizeiro, bacabeira e pupunheira, além de exemplares ameaçados de extinção como cedro, mogno e acapu, que integram o projeto paisagístico.

Segundo os organizadores, a meta de plantar mais de 1,3 mil árvores até dezembro de 2024 foi alcançada, número que integra as 2,5 mil previstas para a primeira fase da obra, a ser concluída em novembro de 2025. O plantio foi estrategicamente realizado no período chuvoso para favorecer o crescimento e restabelecimento das árvores, priorizando o transplantio de árvores adultas com copas amplas para criar áreas sombreadas.

“Também trabalhamos com espécies voltadas para ornamentação e jardins, para embelezar o Parque”, explica Daniela Genu, Gerente de Relacionamento e Meio Ambiente da diretoria de Valor Social Norte da Vale, que faz o gerenciamento da obra para a COP30 em Belém.

Para COP30 em Belém, mais de mil árvores já foram plantadas na cidade.
Para COP30 em Belém, mais de mil árvores já foram plantadas na cidade | Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

Memória da cidade

O transplante de seringueiras e outras espécies nativas da Amazônia no Parque da Cidade para a COP30 em Belém busca fortalecer o bioma regional e preservar sua biodiversidade. Até agora, 90 das 176 seringueiras planejadas já foram transplantadas.

Além de seu valor ecológico, as seringueiras resgatam a memória da Belle Époque, período marcado pelo Ciclo da Borracha, que impulsionou o desenvolvimento urbano e econômico da capital paraense por meio da extração de látex. O projeto combina sustentabilidade e história, conectando o passado ao futuro da Amazônia.

Em conjunto ao Parque da Cidade, as obras do Porto Futuro II, Nova Doca e BRT Metropolitano também estão na rota dos transplantes de árvores realizados pelo governo do Estado na Região Metropolitana de Belém.

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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