Esta floresta vertical melhora a qualidade de vida na cidade

Condomínio tem mais de 400 árvores e 4 mil arbustos incorporados à fachada de prédios

Grandes condomínios trazem grandes impactos para o entrono. Desde o consumo de recursos como água e eletricidade, até aumento no trânsito local e piora na qualidade de vida da rua ou do bairro. Mas, este condomínio de 5 torres tem como princípio ser uma floresta vertical, com centenas de árvores, que vai melhorar as condições ambientais.

O Easyhome Huanggang Vertical Forest City Complex fica em Hubei, na China, e foi construído para ajudar a mitigar os efeitos da urbanização e verticalização. Uma solução necessária uma vez que os centros urbanos concentram a maior parte da população – uma tendência que deve crescer ainda mais.

floresta vertical
Foto: Stefano Boeri Architetti China

Para tornar a paisagem urbana mais verde, capturar gases de efeito estufa e ajudar a reduzir ilhas de calor, o arquiteto italiano Stefano Boeri aposta na arquitetura sustentável e biofílica e projetou florestas verticais para a fachada, incorporando a vegetação na própria estrutura dos edifícios residenciais.

As fachadas dos prédios abrigam 404 árvores diferentes, absorvem 22 toneladas de dióxido de carbono e produzem 11 toneladas de oxigênio por ano. Além de ajudar a melhorar a qualidade do ar e mitigar mudanças climáticas, as árvores também tem papel importante na manutenção e melhora da biodiversidade, atraindo uma grande quantidade de pássaros e insetos. 

floresta vertical condomínio
Foto: Stefano Boeri Architetti China

A vegetação que faz parte do projeto também inclui 4.620 arbustos e 2.408 metros quadrados de grama, flores e trepadeiras, espalhados por toda a estrutura do condomínio.

Com uma área de 4,54 hectares, o condomínio e está delimitado por três ruas. Cada uma das 5 torres tem 80 metros de altura e está conectada a um espaço público aberto. Duas das cinco torres são edifícios residenciais, enquanto as outras torres permanecem em uso como hotéis e espaços comerciais. 

floresta vertical condomínio
Foto: Stefano Boeri Architetti China

Floresta vertical inovadora

Stefano Boeri é um expert em projetar e construir complexos verdes verticais como proposta de arborização urbana. O arquiteto tem projetos similares em outras cidades do mundo, de Milão ao Cairo, mas afirma que o Easyhome é um novo tipo de floresta vertical.

floresta vertical condomínio
Foto: Stefano Boeri Architetti China

“OS PISOS CRIAM UM MOVIMENTO CONTÍNUO EM CONSTANTE MUDANÇA, ACENTUADO PELA PRESENÇA DE ÁRVORES E ARBUSTOS SELECIONADOS DE ESPÉCIES LOCAIS.”

Stefano Boeri, arquiteto

Além das fachadas modulares dos edifícios e do apelo robusto, o Easyhome implementa uma combinação de varandas ao ar livre e terraços fechados que tornam a interação entre a natureza e as pessoas ainda mais forte. 

Graças a esta configuração exterior, a vegetação pode crescer livremente em altura e folhagem, da mesma forma que nas florestas naturais.

floresta vertical condomínio
Foto: Stefano Boeri Architetti China

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

Terra Indígena Apyterewa reduz o desmatamento após desintrusão, mas ameaças e risco de novas invasões ainda preocupam o povo Parakanã.