Walk the talk: jovens buscam empregos verdes para contribuir na luta contra a crise climática

Na linha de frente da luta contra a crise climática, os jovens se preocupam cada vez mais com o impacto de suas decisões e estilos de vida sobre o clima global. Isso se reflete também na opção de carreira, com cada vez mais jovens profissionais buscando empregos que estejam alinhados com essa preocupação com o clima.

Bloomberg  fez um panorama desses jovens, que se distanciam de empresas e setores carbono-intensivos e que preferem emprestar seus talentos, habilidades e dedicação para atividades que possam ajudar o planeta a reduzir suas emissões de carbono e/ou adaptar as comunidades humanas aos efeitos do aquecimento global.

A reportagem destacou dados de uma pesquisa da Deloitte, de fevereiro passado, na qual um recorde de 49% de pessoas entre 18 a 25 anos e 44% de 26 a 38 anos escolheram seu trabalho ou empregadores com base em ética profissional. A pesquisa mostrou que a principal preocupação desses jovens, de longe, era a questão climática. “Há um novo senso de propósito [entre os jovens] e os empregos devem estar alinhados a ele”,  apontou Kathy Alsegaf, líder global de sustentabilidade da Deloitte.

Essa exigência atinge em cheio a indústria fóssil, outrora vista como empregadora ideal para os jovens profissionais. O Financial Times destacou as dificuldades enfrentadas pelos departamentos de recursos humanos de gigantes como Shell e BP na hora de recrutar novos talentos, mesmo para projetos de energia renovável. O principal obstáculo está no passivo carbônico monstruoso do setor: como trabalhar para quem é visto como o principal responsável pela crise climática?

Em tempo: Uma pesquisa publicada pela Lancet Planetary Health nesta semana mostrou o tamanho da preocupação das gerações mais novas com a mudança do clima. Quase 60% dos jovens entrevistados afirmaram estarem “muito” ou “extremamente” preocupados com a crise climática, e 45% disseram que seus sentimentos em relação às mudanças climáticas afetaram negativamente sua vida diária. O estudo ouviu 10 mil pessoas com idades entre 16 e 25 anos em dez países, incluindo o Brasil. Por aqui, 29% dos jovens entrevistados afirmaram estar “extremamente preocupados” com a crise climática, e 38% disseram estar “muito preocupados”. Ao mesmo tempo, 50% dos entrevistados brasileiros confirmaram que suas preocupações com o clima afetam sua vida cotidiana de alguma maneira. O HuffPost repercutiu esses dados.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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