STF volta a julgar responsabilidade do Governo Federal na destruição da Amazônia

Ação em pauta no STF é a que julga omissão de Jair Bolsonaro na paralisação de R$ 3,2 bilhões do Fundo Amazônia. Processo integra o chamado “pacote verde”

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na tarde desta quinta-feira (6), o julgamento do “pacote verde” de processos relacionados ao meio ambiente, com a análise da ação que julga a omissão do governo de Jair Bolsonaro na paralisação do Fundo Amazônia. A Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 59 foi movida em junho de 2020 por quatro partidos políticos: PSB, PT, PSOL e Rede Sustentabilidade.

A ministra Rosa Weber, relatora da ação no Supremo, deu início ao julgamento com a leitura de seu relatório. Ela ainda não emitiu seu voto, mas deu a entender pela sua fala que considera que o governo se omitiu de forma inconstitucional ao deixar deliberadamente R$ 3,2 bilhões parados no fundo enquanto a floresta amazônica pegava fogo e sofria taxas recordes de desmatamento.

A relatora também destacou a importância da adoção de uma abordagem de direitos humanos no enfrentamento da crise climática, seguindo a linha da manifestação apresentada por várias organizações que defendem o tema, como o Observatório do Clima e o Instituto Alana.

Já o Procurador-Geral da República, Antonio Augusto Brandão de Aras, em sua sustentação oral, se mostrou contrário à ação, alegando que a manutenção do funcionamento do Fundo Amazônia não está prevista na Constituição e, portanto, não haveria o que se falar em omissão.

“A Constituição não impõe a criação do Fundo Amazônia, nem a política [ambiental] se esgota no funcionamento efetivo deste fundo […] A União, por diversas vezes, mostrou que há um combate ao desmatamento na região Amazônica”, defendeu ele. 

Ricardo Salles Fundo Amazônia desmatamento madeira STF
Ricardo Salles um dos responsáveis pela interdição do Fundo Amazônia e ministro do Meio Ambiente no começo do governo de Jair Bolsonaro, onde teve uma atuação alvo de muitas críticas pelo mundo todo, além de ser processado por envolvimento em trágico de madeira – Foto: Sérgio Lima/PODER 360

O desmatamento e  as queimadas, na realidade, só aumentaram sob o governo Bolsonaro. A destruição da Amazônia cresceu 56,6% nos três primeiros anos do atual governo, em comparação com os três anos anteriores a ele. 

Na tarde desta quinta, também foram apresentadas as argumentações dos partidos proponentes da ação e organizações parceiras na causa. A data para início das votações, de fato, ainda não foi marcada.

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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