Soberania popular

Algumas pessoas pensam que a extinção da ZFM não afetará as suas vidas, ledo engano, vivemos um mundo globalizado onde tudo mantém um vínculo de dependência, influenciando todas as atividades e necessidades da população. Por isso nossa preocupação quanto ao futuro que nos reserva e que dependerá das nossas escolhas, conscientes ou não e que afetará todos indiscriminadamente.

Por Antônio Silva
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A pesquisa Indicadores Industriais do Amazonas, de julho, pelo convênio FIEAM/CNI, revela que o faturamento da indústria local avançou 19,8% em relação a junho, porém, em relação ao mesmo mês e aos primeiros sete meses do ano passado, apresenta um decréscimo respectivamente de 14% e 3,8%.

Sem abandonar nossos deveres e preocupações de cada dia, nossa atenção agora se volta para a eleição que se avizinha. Devemos avaliar com serenidade quais as condições que oferecem os candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e estadual, para que o nosso estado como um todo tenha esperanças de melhorias em todos os aspectos da vida da população, trazendo novas oportunidades por meio de políticas públicas, desenvolvimento econômico, educação de qualidade, segurança pública, saúde, desenvolvimento tecnológico, geração de empregos, preservação ambiental, exploração sustentável dos recursos naturais, incentivos aos investimentos e, principalmente, infraestrutura para viabilizar as condições de atraentes negócios, visando ao bem-estar do povo amazonense.

Importa que o país tenha seus legítimos representantes, eleitos democraticamente pela soberania popular, legitimados pelo consenso expresso na escolha feita nas urnas e, por isso, que cumpram com honradez os compromissos assumidos em campanha.

O povo amazonense, portanto, deve escolher quem ofereça as propostas viáveis, não importa se sairão vencedores ou não, o que realmente importa é que cada um exerça a sua parcela do poder soberano que, somado aos mais de 2,647 milhões de eleitores do estado, representa o poder mais elevado da nossa democracia.

Diante de inúmeras ameaças Zona Franca de Manaus (ZFM), em que há o risco de sofrermos o desfazimento dos investimentos implantados no Polo Industrial de Manaus (PIM), devemos pensar na arrecadação de impostos que mantém a máquina pública do estado em funcionamento e que provém dos setores industrial, serviços e agropecuário, na manutenção dos empregos e na tão necessária segurança jurídica, fatores de grande importância para o status quo e para o futuro da nossa região Sem uma política de desenvolvimento bem planejada, que diminua nossa dependência ao projeto Zona Franca, nossa região estará fadada a regredir no progresso e nas condições de desenvolvimento econômico e social.

Algumas pessoas pensam que a extinção da ZFM não afetará as suas vidas, ledo engano, vivemos um mundo globalizado onde tudo mantém um vínculo de dependência, influenciando todas as atividades e necessidades da população. Por isso nossa preocupação quanto ao futuro que nos reserva e que dependerá das nossas escolhas, conscientes ou não e que afetará todos indiscriminadamente. De qualquer forma, o resultado das eleições, mesmo que o vencedor seja por pequena diferença de votos, revelará a vontade do povo. Aos vencedores, desejamos que empreguem o conhecimento e as técnicas importantes do mundo moderno, da melhor forma possível e, corretamente, em favor da coletividade.

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Antônio Silva presidente da FIEAM e vice presidente da CNI
Antônio Silva
Antônio Silva
Antônio Silva é administrador de empresas, empresário e presidente da Federação das Indústrias do estado do Amazonas e vice presidente da CNI.

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