Reservatórios com 20% da capacidade, e com menos água pela frente

O nível dos reservatórios do sistema SE/CO (Sudeste/Centro-Oeste) está abaixo de 20%. O nível dos importantes reservatórios da bacia do Rio Grande anda por volta 15%, sendo que estes reservatórios respondem por ¼ da capacidade do sistema SE/CO. Segundo a CNN, a frente fria que passa agora pelos Sul e Sudeste está trazendo poucas chuvas.

Cada hidrelétrica tem uma cota mínima de funcionamento que, em média, gira em torno de 10%. Quando o nível do reservatório se aproxima do ponto de tomada de água das turbinas, a usina é desligada. Na 3ª feira, Jerson Kelman, ex-diretor da ANEEL, disse em live do Valor que o risco disso acontecer ainda é muito pequeno. O Poder 360 traz mais detalhes das usinas em situação crítica e comenta a atuação do governo.

A situação das famílias de baixa renda tende a piorar pela soma das ações de redução da conta de luz com o aumento constante desta. Uma frase dos tempos da hiperinflação do genial Millôr Fernandes pode ser adaptada para a atual crise: “Todo mês falta mais luz no final da conta”.

Uma matéria de Camille Lichotti, na Piauí, conta a história de uma família de baixa renda no Rio de Janeiro para mostrar o peso da crise sobre sua qualidade de vida. E fala das previsões dramáticas de consultorias do setor para o final deste ano e início de 2022, quando é possível termos um novo La Niña já na virada do ano. Os eventos La Niña intensificam as chuvas no norte do Amazonas e as reduz no Sudeste e no Sul. A Reuters fala das previsões da meteorologia americana para o La Niña.

Ontem, o IBGE atualizou o índice da inflação, que passou de 4,6% em janeiro para quase 9,7% em agosto, para períodos de 12 meses, como mostra o Valor. A alta foi impulsionada pela conta de luz e pelas altas do dólar e do preço do barril de petróleo. Vale observar que eletricidade e diesel atravessam praticamente a economia inteira.

Estadão e o Metropoles falam do racionamento de água no interior de São Paulo, atingindo mais de 1 milhão de pessoas em 16 municípios paulistas.

Em tempo 1: Recomendamos a leitura da bela matéria de Camilla Freitas, para o Ecoa-UOL, sobre as águas no Amazonas e seu significado para a população local, bem como sua importância para a parte rica da economia nacional.

Em tempo 2: Roberto Lameirinha conta no Valor do sofrimento pelo qual passa o Chile há anos com estiagens que, lá como aqui, estão comprometendo a economia do país. Do lado de lá dos Andes, há menos água porque há menos geleiras. Do lado de cá, o desmatamento está reduzindo a quantidade de água transportada pelos ciclos de evapotranspiração até as nascentes dos rios voadores.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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