As chuvas que caem desde janeiro fizeram os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste chegarem próximas do aproveitamento de 50% de suas capacidades, enquanto as...
A situação mais preocupante é a do Sistema Cantareira, que abastece 6,9 milhões de pessoas. Na 6ª feira (21/1), o Cantareira operava com 30,2% de seu volume. No mesmo dia do ano passado, esse número era 42,1% – 45,2% em 2020.
A carga de energia esperada para o mês de dezembro deve ter um recuo de 0,6% ante a carga de dezembro de 2020, com o volume estimado em 70.631 MegaWatts (MW) médios.
Destaque pode ser dado a duas dessas amazonidades: o Polo Industrial de Manaus e os Rios Voadores. Estes contribuem decisivamente com o crescimento e robustez do agronegócio e abastecimento dos reservatórios do Sudeste, basta determos o desmatamento e queimadas da Hileia. A outra amazonidade é o Polo Industrial de Manaus, a economia que anda de mãos dadas com a ecologia, que gera cerca de 500 mil postos de trabalho, e ajuda a evitar que a floresta seja usada como meio de sobrevivência.
Projetos de reflorestamento em nascentes aumentam volume dos rios. Iniciativas no Rio São Francisco e na Bacia do Paraná deixam níveis de reservatórios menos críticos.
A economia de energia poupada durante o horário de verão pode parecer pouca, mas é suficiente para atender uma cidade como Brasília e gera economia pela diminuição do uso de termoelétricas
A Amazônia já paga caro pela distância, pela dependência hidroviária e pela instabilidade histórica de investimentos estruturantes. Agora, paga também pela volatilidade climática. Ignorar essa soma é condenar a região à desvantagem permanente.
Há momentos em que um evento deixa de ser evento e vira instrumento com metodologia. A preparação do III Fórum ESG Amazônia, conduzida por CIEAM e Suframa, pode ser esse raro intervalo em que o Polo Industrial de Manaus decide fazer o que o Brasil costuma adiar: antecipar-se. E antecipar-se, agora, não é virtude abstrata. É estratégia de sobrevivência e de disputa.
O acordo União Europeia–Mercosul não inaugura apenas um novo corredor de oportunidades comerciais. Ele inaugura, sobretudo, um novo mapa de exigências — um conjunto de filtros técnicos, ambientais, reputacionais e regulatórios que passa a funcionar como “alfândega invisível” do século XXI. A Zona Franca de Manaus, que historicamente se construiu como solução nacional para um problema regional, precisa agora se preparar como solução regional para um problema global.