Perda inestimável: Alberto Setzer, o guardião das queimadas brasileiras

Alberto Setzer, renomado por liderar os primeiros projetos de monitoramento de incêndios e queimadas no Brasil e com uma trajetória de mais de 46 anos no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), faleceu nesta sexta-feira (8/9) devido a um infarto. Sua partida marca o fim da carreira de um dos mais influentes cientistas na área ambiental do Brasil e do mundo.

O pioneirismo e a dedicação de Setzer ao monitoramento de queimadas renderam-lhe uma posição de destaque no cenário científico brasileiro. Claudio Angelo, coordenador de Comunicação e Política Climática do Observatório do Clima, ressaltou sua fundamental contribuição: “Durante mais de três décadas, Setzer foi o jardineiro fiel das queimadas, permitindo ao Brasil entender o que estava ocorrendo na Amazônia. Se hoje falamos em desmatamento zero, isso se deve ao trabalho metódico e incansável de Setzer.”

O site especializado ((o))eco salientou que o trabalho de Alberto Setzer foi determinante para a história da política ambiental no Brasil, bem como para os estudos sobre o fogo no planeta. O pesquisador não apenas liderou projetos pioneiros, mas também foi referência e chefiou o setor de Ciências da Terra no INPE, conforme relatou o portal G1.
Alberto Setzer
Pesquisador do INPE e pioneiro no monitoramento de queimadas no Brasil, morre aos 72 anos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Com uma formação acadêmica notável, Setzer era graduado em Engenharia Mecânica pela Escola de Engenharia Mauá, tinha mestrado pelo Technion Institute of Technology em Israel, doutorado pela Purdue University Indiana/USA e pós-doutorado pelo Joint Research Center/EEC na Itália.

Desde seu ingresso no INPE em 1977, Setzer se dedicou a pesquisas sobre dispersão de poluentes na atmosfera e desenvolvimento de sistemas avançados utilizando imagens de satélites. Dentre suas áreas de estudo, estavam o monitoramento de queimadas, risco de fogo da vegetação e meteorologia Antártica.

Seu falecimento trouxe um sentimento de pesar não só na comunidade científica, mas também entre todos que defendem a proteção e conservação do meio ambiente. O IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) salientou a grande perda, com Ane Alencar, diretora de Ciência do instituto, declarando: “O Brasil perde um grande cientista e realizador. Graças a Setzer, temos hoje um portal de excelência com dados diários sobre o fogo. Ele é, sem dúvida, o pai do monitoramento de fogo no Brasil.”

*Com informações G1

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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