Brasil assume liderança do G20 com foco em desigualdade, sustentabilidade e liderança

Durante a 18ª Cúpula de Chefes de Governo e Estado realizada em Nova Délhi, na Índia, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficialmente assumiu a presidência rotativa do G20 neste domingo. À frente do grupo das 20 principais economias do mundo, Lula delineou as três principais prioridades do Brasil durante sua gestão: o combate à fome, pobreza e desigualdade; a transição energética e o desenvolvimento sustentável; e a reforma do sistema de governança internacional.

“Se quisermos fazer a diferença, temos que colocar a redução das desigualdades no centro da agenda internacional”, afirmou Lula. O presidente enfatizou que esses objetivos estão encapsulados no lema da Presidência brasileira: “Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável”.

G20
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O mandato brasileiro no G20 estende-se de 1º de dezembro de 2023 até 30 de novembro de 2024. Na realização desta agenda, o Brasil contará com o apoio da Índia, antecessora no cargo, e da África do Sul, que assumirá a presidência em 2025. De acordo com informações do Palácio do Planalto, estão programadas mais de 100 reuniões oficiais durante este período, englobando 20 reuniões ministeriais, 50 reuniões de alto nível e diversos eventos paralelos. A 19ª Cúpula de chefes de estado já tem data marcada e será realizada no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de novembro de 2024.

Além das prioridades anunciadas, o presidente Lula defendeu uma agenda de trabalho mais integrada e articulada. Ele destacou que sua presidência assegurará que diversos grupos da comunidade internacional possam reportar conclusões e recomendações diretamente aos representantes de governo.

Na sua declaração, Lula fez também um apelo pelo foco no coletivo: “Não podemos deixar que questões geopolíticas sequestrem a agenda de discussões das várias instâncias do G20. Não nos interessa um G20 dividido. Só com uma ação conjunta é que podemos fazer frente aos desafios dos nossos dias. Precisamos de paz e cooperação em vez de conflitos”, concluiu o presidente.

*Com informações Estado de Minas

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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