Paraná pretende reativar trecho brasileiro de trilha histórica que liga o Atlântico ao Pacífico

Chamada de Caminhos do Peabiru, trilha tem 1.550 no trecho paranaense, que vai de Paranaguá a Guaíra. Caminho era usado por incas e guaranis, antes da colonização

O Governo do Paraná anunciou, na última quarta-feira (01), que irá resgatar a trilha histórica Caminhos do Peabiru, que liga o oceano Atlântico ao Pacífico e era usada por incas e guaranis no período pré-colonial.

O trecho paranaense que se pretende reativar tem 1.550 quilômetros de extensão, percorre 86 municípios e 29 distritos administrativos no Estado, ligando as cidades de Paranaguá a Guaíra.

A ideia do Governo Paranaense é que as prefeituras ajudem a reconstruir o desenho da trilha em cada município no qual ela passa. À administração estadual caberá fornecer a sinalização, portais e tecnologia oferecida aos turistas, como aplicativos de celular.

O projeto será lançado oficialmente no ano que vem.

Caminho

O Caminho do Peabiru é uma rota transcontinental que passa pelo Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru. No trecho Brasileiro, além do Paraná, possui outras ramificações nos estados de São Paulo e Santa Catarina. De importância histórica e cultural, a trilha possibilitou a migração e o intercâmbio das várias culturas indígenas do continente, trocas comerciais, o estabelecimento de povoados e cidades e, após a chegada dos europeus ao continente, a colonização por espanhóis e portugueses.

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O rio além da draga – PARTE II – Antes da concessão, o rio e seus habitantes – Coluna Follow-Up

A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.