Oportunidades do setor primário regional são foco de aula magna proferida pela Suframa

Apresentação foi feita durante evento inaugural do Curso de Capacitação Técnica em Gestão das Cadeias Produtivas Animal e Vegetal para o Desenvolvimento do Setor Primário do Estado do Amazonas.

O superintendente da Suframa, Algacir Polsin, participou na manhã desta quinta-feira (25), no auditório da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror-AM), da aula magna do Curso de Capacitação Técnica em Gestão das Cadeias Produtivas Animal e Vegetal para o Desenvolvimento do Setor Primário do Estado do Amazonas. Inserido no programa “Agro Amazonas”, o curso terá o objetivo de capacitar, no mínimo, 30 profissionais em diferentes temáticas visando à melhoria das ações de assistência técnica e extensão rural em todo o estado e à ampliação da geração de emprego e renda para produtores rurais amazonenses.

Além do superintendente da Suframa, a solenidade de abertura do evento contou ainda com a participação do secretário de Estado de Produção Rural, Petrucio Magalhães Júnior, do presidente do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), José Augusto de Melo Neto, e de representantes da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de órgãos do Sistema Sepror, entre outros.

Em sua palestra, Polsin buscou explicar as janelas de oportunidades existentes para o setor primário regional a partir da base de incentivos fiscais do modelo Zona Franca de Manaus e das ações da Suframa de atração de investimentos e de fomento às cadeias produtivas locais. Ele também mencionou projetos estratégicos que estão sendo efetivados pela Autarquia em conjunto com diversos órgãos parceiros – incluindo a Secretaria de Estado da Produção Rural – com vistas ao desenvolvimento regional e à redução de desigualdades.

Entre essas ações destacam-se, sobretudo, o Projeto da Zona de Desenvolvimento Econômico e de Conservação da Natureza dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia (Amacro), cujo lançamento oficial, segundo o superintendente, está previsto para o próximo dia 20 de abril; a implantação do Bio Distrito Agroindustrial do município de Rio Preto da Eva; o aperfeiçoamento da mecânica de investimentos em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), especialmente a partir dos Projetos Tecnológicos de Sustentabilidade Ambiental (Protecsus), que possibilitarão investimentos em projetos fora da área metropolitana de Manaus; e também a aprovação da Resolução CAS nº 02/2021, que estabelece critérios para acesso aos incentivos fiscais previstos no Decreto Lei nº 1.435/1975, ampliando possibilidades de industrialização da matéria-prima regional para toda a Amazônia Ocidental.

“Temos que também focar na criação de um banco de projetos, para que os investidores e empreendedores saibam as melhores oportunidades para alocarem seus recursos, bem como investir na bioeconomia e no maior aproveitamento, beneficiamento e valorização da matéria-prima regional. Temos, por exemplo, o caso do pirarucu, cuja carne é bastante saborosa e apreciada pela população em geral. Mas será que essa é a sua parte mais valiosa? Uma bolsa de couro de pirarucu é vendida no mercado nacional por milhares de reais e, aqui, não estamos ainda sabendo aproveitar essa oportunidade. Então esse é um caso que ilustra bem a nossa necessidade de caminhar fortemente na direção da bioeconomia e do maior beneficiamento da matéria-prima regional”, defendeu Polsin.

O secretário de Estado da Produção Rural, Petrúcio Magalhães, agradeceu a participação da Suframa no evento e parabenizou a apresentação institucional pela “visão estratégica da Amazônia” demonstrada. Ele disse também que o curso está alinhado com o projeto de desenvolvimento sustentável da Amazônia, ressaltando que é perfeitamente possível produzir na região com sustentabilidade, utilizando as tecnologias existentes para evitar causar prejuízos à floresta e aos demais recursos naturais. “O nosso planejamento para o desenvolvimento do estado se insere numa agenda global. Temos um estado com uma biodiversidade e patrimônio riquíssimos, mas onde 50% da população vive na linha da pobreza. Portanto, temos o dever de pensar em formas estratégicas para sairmos dessa situação. E essa transformação é feita pelas pessoas, através de visão coletiva e compromisso com a sociedade”, disse Magalhães.

Fonte: Suframa

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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