Na Europa, renováveis substituem térmicas a gás e não a carvão

A razão econômica prevalece sobre a ação climática: no ano passado, as renováveis mais baratas deslocam a eletricidade mais cara, no caso, a das térmicas a gás, mesmo em países nos quais o mercado de carbono pressiona mais a geração a carvão do que o a gás, como é o caso dos da UE. Mesmo assim, a Europa viu o preço do gás disparar fazendo a eletricidade a carvão sair mais barato.

Este é um dos principais achados da versão 2022 do relatório da Ember sobre a geração de eletricidade na Europa. Um dos diretores de programa da Ember disse que “a crise do gás é uma mudança de paradigma para a transição elétrica da UE. É necessário agir para garantir que a eliminação progressiva do carvão na Europa permaneça no caminho certo. A legislação é a única maneira de garantir que as usinas de carvão sejam fechadas até 2030; os preços voláteis do gás deixaram claro que não se pode confiar somente nas forças do mercado.” Até 2020, as renováveis vinham deslocando o carvão.

Outro achado importante a queda das emissões do setor elétrico a menos da metade da taxa recomendada pela ciência para a limitação do aquecimento global a 1,5°C.

A Corte de Auditores da Europa descobriu que a taxação sobre as fontes limpas é maior do que a sobre os fósseis, informa a AP. A conclusão apareceu em uma investigação detalhada sobre os subsídios que recebem e os impostos que incidem sobre as principais fontes de geração elétrica. Segundo os auditores, a política fiscal europeia está na contramão do combate ao aquecimento global. A Bloomberg, o Financial Times e a Euroactive comentaram o trabalho.

Enquanto isso, representantes dos governos da Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca enviaram uma carta à Comissão Europeia se posicionando contra a iniciativa de inclusão do gás natural no bloco das energias verdes e sustentáveis na taxonomia que a Comunidade está discutindo. Dizem que não há qualquer evidência científica que sustente a iniciativa. A notícia é da Bloomberg, que acrescenta que a decisão da Comissão deve sair hoje (2/2).

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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