O papel absolutamente imprescindível do Banco Mundial em canalizar o financiamento climático para onde este é mais necessário pode estar sendo debilitado pelo presidente...
A tese de que a região amazônica, atualmente rica em biodiversidade, também serviu, no passado remoto, como geradora de várias formas de vida para outras áreas geográficas ganhou mais um capítulo.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.