“É hora de ampliar esse modelo, de combater sem trégua a economia da depredação e de valorizar a economia da floresta. O Brasil precisa assumir, diante do mundo, que defender a Amazônia é defender o agronegócio sustentável, a segurança energética e a própria soberania nacional.”
Coluna Follow-Up
A Amazônia chega à COP30 com um recado claro: a Zona Franca de Manaus é a maior política de desenvolvimento regional sustentável em curso no país. Sustentada pela parceria entre Suframa, CIEAM e a indústria incentivada, ela gera mais de 500 mil empregos diretos e indiretos, responde por arrecadação robusta de tributos e promove investimentos em inovação, P&D e mitigação de carbono.
ZFM + ESG não é discurso: é prática de sustentabilidade, governança e impacto social.
Esse é o modelo que precisamos defender e ampliar. Um modelo que mantém a floresta em pé e cria oportunidades para as populações amazônidas, ao invés de repetir a lógica da economia predatória que devasta e empobrece.
A floresta como caixa d’água do planeta
A Amazônia é, antes de tudo, a caixa d’água do planeta. Suas árvores bombeiam diariamente cerca de 20 bilhões de toneladas de vapor d’água para a atmosfera, dando origem aos rios voadores que irrigam lavouras, abastecem reservatórios e garantem energia a milhões de brasileiros.
Sem floresta, não há agricultura forte, não há segurança hídrica, não há estabilidade climática. E sem estabilidade climática, não há futuro para o agronegócio que representa quase metade da balança comercial brasileira.
Retrocessos que não podemos aceitar
A Amazônia não pode ser vítima de legislações estaduais e municipais que flexibilizam licenciamentos, reduzem áreas de preservação ou enfraquecem o combate ao desmatamento ilegal. São retrocessos que contrariam a ciência, ferem compromissos internacionais e minam a confiança dos mercados.
Economia da depredação é perda de riqueza. Economia da floresta é geração de futuro.
O que levamos como recomendações para a COP30
- Reconhecer a Amazônia como reguladora climática global – garantir que a floresta siga produzindo chuvas em todo o continente.
- Bioeconomia como vetor de desenvolvimento – cadeias produtivas que agregam valor à floresta viva.
- Saneamento verde e integrado – soluções baseadas na natureza para proteger rios e mananciais.
- Indústria como aliada da proteção florestal – o Polo Industrial de Manaus reduz pressão predatória e gera empregos.
- Inclusão social amazônica – ribeirinhos e comunidades tradicionais com renda vinculada à bioeconomia.
- Água no centro da resiliência climática – a Amazônia é a caixa d’água do Brasil e do mundo.
- Financiamento climático direcionado – garantir recursos internacionais e nacionais para saneamento e inovação.
- Inovação tecnológica e P&D amazônico – fortalecer centros de pesquisa, universidades e startups locais.
- Monitoramento socioambiental transparente – indicadores claros de água, floresta e saneamento.
- Amazônia como protagonista da COP30 – ser vista como solução, não como problema.
A palavra da indústria amazônica
O que a indústria da floresta tem a dizer à COP30 é simples: não existe prosperidade sem sustentabilidade. A Zona Franca de Manaus é prova de que é possível conciliar produção industrial, geração de empregos e conservação da floresta.
É hora de ampliar esse modelo, de combater sem trégua a economia da depredação e de valorizar a economia da floresta. O Brasil precisa assumir, diante do mundo, que defender a Amazônia é defender o agronegócio sustentável, a segurança energética e a própria soberania nacional.
Amazônia é solução. Amazônia é futuro. Amazônia é o Brasil que dá certo.
Coluna Follow-Up é publicada no Jornal do Comércio do Amazonas às quartas, quintas e sextas feiras, sob a responsabilidade do CIEAM e coordenação editorial de Alfredo Lopes, editor do portal BrasilAmazoniaAgora