Indígenas de Aracruz conquistam recorde na produção de mel

A Cooperativa de Agricultores Indígenas Tupiniquim e Guarani de Aracruz (Coopyguá) alcançou uma conquista inédita. Entre os meses de março e abril deste ano, foram colhidos 725 quilos de mel de abelhas nativas sem ferrão, além de 60 quilos de pólen e 40 quilos de cera.

Foi a melhor safra desde 2012, quando teve início o projeto desenvolvido em parceria com a Suzano com o objetivo de resgatar atividades tradicionais nas aldeias, entre elas a meliponicultura, criação de abelhas sem ferrão, que chegaram a estar quase desaparecidas na região.

Com a parceria, esta tradição está sendo resgatada. A empresa oferece capacitação, acompanhamento técnico, materiais, equipamentos e insumos necessários para a atividade. 

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Foto: Reprodução | Tupyguá

“Com a utilização de métodos adequados de multiplicação, mais de 1,2 mil colônias já foram produzidas e estão sendo manejadas pelas famílias indígenas”, explica Douglas Peixoto, coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano.

Neste ano, com o cenário de pandemia, uma equipe 100% indígena percorreu durante duas semanas as casas de 30 famílias e colheu os produtos de 263 colônias de abelhas. 

Produtos agroecológicos

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Foto: Reprodução | Tupyguá

O mel produzido pelos participantes da Coopyguá é comercializado sob a marca Tupyguá. O presidente da cooperativa, Tiago Barros dos Santos, destaca os desafios devido à pandemia, mas enfatiza que a busca pela melhor performance prevaleceu. 

”Os resultados positivos que alcançamos a cada ano nos motivam a manter o trabalho, especialmente para apresentar produtos que refletem a nossa identidade tupiniquim e guarani. Passamos por importantes aprendizados nesse período, principalmente no que diz respeito ao escoamento da produção. Como solução e avanço, estamos investindo na construção de um e-commerce que será inaugurado em breve para fortalecer ainda mais a comercialização e o nosso projeto”, ressalta Tiago. 

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Foto: Reprodução | Tupyguá

A Tupyguá é uma linha de produtos agroecológicos. Um grupo de 60 famílias é responsável pelo manejo das colônias, produzindo mel e pólen de abelhas nativas sem ferrão. Ao apoiar a iniciativa, a Suzano contribui com a geração de renda, desenvolvimento regional e também para a manutenção da cultura e da tradição das comunidades indígenas.

Para saber mais, acesse www.tupygua.com.br. 

Fonte: CicloVivo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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