Entidades alertam para irregularidades em pedido da Petrobras para explorar petróleo na foz do Amazonas

Na semana passada, um grupo de organizações da sociedade civil (entre elas, o ClimaInfo) denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) possíveis irregularidades no licenciamento ambiental de perfuração marítima de polos na bacia da Foz do Amazonas, sob responsabilidade da Petrobras. Segundo a manifestação, o pedido de licença ambiental apresentado ao IBAMA representaria uma manobra para a petroleira obter a declaração de viabilidade ambiental do projeto mesmo sem ter sido comprovada a capacidade da empresa para o gerenciamento dos riscos ambientais atrelados ao empreendimento.

Análises preliminares sustentam que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode causar degradação ambiental local e transfronteiriça, com probabilidade do óleo avançar sobre mar territorial da Guiana Francesa e de países caribenhos, bem como o mar internacional. O processo de licenciamento ambiental se arrasta há sete anos sem que os responsáveis pelo projeto (a BP, proprietária original da concessão, que foi substituída pela Petrobras no ano passado) tenham sido capazes de demonstrar capacidade para gerenciar as ameaças ambientais. O Observatório do Clima deu mais detalhes.

Em tempo 1: Na última 6ª feira (2/7), a Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que as empresas Petrobras, Vale, Brasfels e Technip reparem danos ambientais da ordem de R$ 18 milhões causados na Baía de Ilha Grande. A medida busca compensar os danos causados pelo coral-sol, espécie exótica que chegou à região a partir de cascos de navios e plataformas de petróleo e que vem causando desequilíbrio no ecossistema marinho local. A notícia é da CNN Brasil.

Em tempo 2: Quase dois anos após o maior vazamento de óleo no mar da história do Brasil, novas manchas voltaram a aparecer no norte da Bahia, na praia de Itacimirim. Segundo o Instituto de Biologia da UFBA, cerca de 400 kg de óleo foram coletados para análises detalhadas. Um dos objetivos é saber se o óleo é do mesmo tipo encontrado entre agosto e outubro de 2019 em boa parte do litoral nordestino. Até hoje, não há indicação clara sobre a origem do vazamento. BandFolha e G1 repercutiram essa notícia.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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