A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
Embora cerca de 90% das cooperativas e associações envolvidas nesse modelo adotem práticas de produção sustentável, apenas 10% conseguem acesso a crédito ou financiamento, evidenciando uma lacuna crítica no apoio financeiro à sociobioeconomia brasileira.
A produção da rapadura de cacau, antes caseira, evoluiu para uma fábrica artesanal que também produz chocolates veganos, compotas e gelatos sem glúten ou lactose, todos pensados com atenção à inclusão alimentar e à sustentabilidade.
"Com olhar estratégico e compromisso com o propósito amazônico, Vania Thaumaturgo, à frente do Polo Digital de Manaus e atuante no coletivo Jaraqui Valley,...
As novas bandejas feitas com resíduos de mandioca se destacam por sua rápida degradação: levam apenas um mês para desaparecer completamente na natureza
Por meio do chocolate da Amazônia produzido de forma sustentável, a startup pretende impulsionar o debate socioambiental, aumentar a visibilidade das comunidades locais e promover o desenvolvimento sustentável na região.
O alerta de Vanessa Pinsky, traduzido aqui em formato de entrevista para o portal BrasilAmazoniaAgora, é uma provocação para que o Brasil compreenda que a Amazônia não é uma “questão ambiental”, mas uma oportunidade geopolítica, científica e econômica. E que a bioeconomia não se fará sem vontade política, investimento público e privado e protagonismo dos povos da floresta.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas