A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas
"E quem deve puxá-la somos nós: industriais, trabalhadores, pesquisadores e formuladores de políticas que acreditam no poder de uma Amazônia viva, inteligente, produtiva —...
A recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reconheceu a validade dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus e impediu a glosa dos créditos de ICMS por parte do estado, foi comemorada com discrição por representantes da indústria da Amazônia. Discrição, porque a vitória jurídica não elimina o principal problema: o Brasil teima em ignorar a Constituição quando se trata da Amazônia. É o que afirma Nelson Azevedo, empresário e dirigente industrial com longa trajetória de defesa do Polo Industrial de Manaus (PIM) e da Zona Franca como plataforma de desenvolvimento nacional e proteção ambiental.
Nesta entrevista ao Brasil Amazônia Agora, Azevedo analisa os efeitos da decisão judicial, os riscos da interpretação da Reforma Tributária e a recorrente tentativa de esvaziar o modelo que, há mais de 50 anos, transforma a Amazônia em território produtivo. Com lucidez, o líder empresarial sentencia: “A Justiça só está cumprindo o que a Constituição manda. Ingênuos são os que acreditam que a reforma tributária nos trará tranquilidade”.
A criação e consolidação do selo ZFM + ESG simbolizam este novo posicionamento. E a adoção definitiva da agenda ESG como referencial competitivo do Polo Industrial de Manaus. Mais do que uma certificação, o selo representa um compromisso público das empresas instaladas na região com os mais altos padrões de responsabilidade ambiental, responsabilidade social e governança corporativa.
Convido os empresários brasileiros e internacionais a olharem para a Zona Franca de Manaus com os olhos do futuro. Aqui, o investimento se traduz em retorno financeiro e legado sustentável. Vamos construir juntos o novo capítulo da indústria brasileira
A Zona Franca de Manaus não precisa de mais ilusões. Precisa de visão estratégica, articulação política nacional e internacional, fortalecimento da imagem ambiental e investimentos em inovação e logística. O governo Trump pode ter criado uma janela de oportunidade, mas ela está cercada por paredes de incerteza
"Se Lucas Di Grassi quiser discutir seriamente soluções industriais e logísticas, será bem-vindo. Mas que venha munido de dados, e não de adjetivos vazios....
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas