Edital para pesquisa de vegetais nativos coloca Amazônia no foco da indústria de proteínas alternativas

No dia em que se comemora o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Brasileiro (8 de julho), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), abordou, por meio de uma live, o tema: “Edital da Pesquisa Proteínas Alternativas: Transformando Produtos da Amazônia em Ingredientes Alimentícios Vegetais”, que trata sobre a possibilidade de transformar produtos nativos da Amazônia em ingredientes alimentícios, produzidos por indústrias de proteínas alternativas.

O bate-papo aconteceu no perfil da Sedecti (@sedecti_am) no Instagram e teve como convidada a engenheira de alimentos Katherine de Matos, do Good Food Institute Brasil (GFI). A mediação da conversa ficou por conta de João Paulo Ferreira Rufino, que é chefe do Departamento de Ações Estratégicas e Bioeconomia da Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), órgão vinculado à Sedecti.

© iStock Castanha do Para
A já conhecidíssima Castanha do Brasil, também chamada de Castanha do Pará

Na conversa, Katherine explicou sobre o objetivo do edital e, também, sobre produtos que devem substituir os alimentos de origem animal, envolvendo a produção de itens feitos à base de vegetais, tais como: algas, fungos ou aqueles obtidos por meio de multiplicação celular.

“Quando falamos em proteína alternativas, significa alternativas para as proteínas de origem animal. Trabalhamos para promover três tecnologias e uma delas, que é o objetivo desse edital, são as proteínas vegetais, ou melhor, feitas de plantas. Para começar, selecionamos quatro espécies nativas da Amazônia: o babaçu, a castanha-do-Brasil, o cupuaçu e o guaraná. Queremos agregar valor a esses produtos”, revelou a engenheira.

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O cupuaçu

Katherine ressaltou que, com essa iniciativa, espera-se valorizar e manter a floresta em pé, expandir a comercialização do novo alimento para o mercado brasileiro, e também, pensar na perspectiva internacional.

João Paulo Ferreira Rufino destacou a importância do edital para o Amazonas, já que existe um acordo firmado com o Governo do Estado, por meio da Sedecti, com o GFI.

“Iniciativas como esta, que está sendo proposta pelo GFI, são fundamentais para fomentar a P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) na Amazônia, especialmente, buscando aproveitar, de forma sustentável e otimizada, a riqueza de recursos provenientes da sociobiodiversidade local que há na região”, enfatizou Rufino.

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O Guaraná

Acordo

O objetivo do acordo entre o Governo do Amazonas e o GFI é estabelecer uma cooperação mútua, com o objetivo de realizar atividades conjuntas entre (Sedecti e GFI) para a promoção e articulação em prol de um ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e produção de proteínas alternativas, como substitutos a produtos de origem animal, envolvendo alimentos baseados em vegetais, no âmbito dos Programas Estruturantes Bioeconomia Amazonas e Ciência, Tecnologia & Inovação.

O edital da pesquisa Proteínas Alternativas: Transformando Produtos da Amazônia em Ingredientes Alimentícios Vegetais, conta com investimentos do Projeto Biomas, que é coordenador pelo GFI. O Projeto destaca-se na utilização de resíduos ou subprodutos industriais ou agroindustriais, desenvolvimento e otimização de processos para obtenção de ingredientes por meio de métodos ecológicos. Esses métodos são viáveis e simples de serem aplicados na agroindústria e associações extrativistas locais.

Os pesquisadores interessados em participar do edital, devem enviar suas candidaturas até o dia 15 de julho de 2021. Os projetos deverão ter prazo de execução de, no máximo, 12 meses e, obrigatoriamente, serem desenvolvidos no Brasil. Para se inscrever, basta acessar o edital em: https://bityli.com/DPXwL/

Fonte: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação – Sedecti

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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