“Quando falamos em proteína alternativas, significa alternativas para as proteínas de origem animal. Trabalhamos para promover três tecnologias e uma delas, que é o objetivo desse edital, são as proteínas vegetais, ou melhor, feitas de plantas. Para começar, selecionamos quatro espécies nativas da Amazônia: o babaçu, a castanha-do-Brasil, o cupuaçu e o guaraná. Queremos agregar valor a esses produtos”, revelou a engenheira Katherine de Matos, do Good Food Institute Brasil (GFI)
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.