Diálogos Amazônicos debate clima, economia e futuro da indústria na Amazônia

A relação entre desenvolvimento econômico, indústria e preservação ambiental estará no centro da próxima edição do projeto Diálogos Amazônicos, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O webinar “Clima, Economia e Indústria na Amazônia” será realizado na segunda-feira, 31 de agosto, às 19h, com transmissão pelo canal da FGV no YouTube.

O encontro vai discutir como a indústria instalada na Amazônia pode responder aos efeitos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, avançar na transição para uma economia de baixo carbono, incorporando inovação, eficiência produtiva e aproveitamento sustentável dos recursos da região.

Participam do debate Amanda Motta Schutze, professora da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP) e coordenadora do FGV Clima, e Augusto Rocha, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e empresário. A mediação será do professor Márcio Holland, da FGV.

Entre os temas previstos estão as transformações necessárias para ampliar a competitividade da indústria amazônica diante das novas exigências ambientais e econômicas, além das oportunidades relacionadas à biodiversidade, aos ativos ambientais e à adoção de tecnologias capazes de reduzir emissões e aumentar a eficiência no uso de recursos.

A discussão também deve abordar as particularidades de uma economia industrial instalada no centro da maior floresta tropical do planeta. Nesse contexto, questões relacionadas a energia, logística, inovação, qualificação profissional e adaptação climática ganham importância crescente para o planejamento das empresas e para as políticas de desenvolvimento regional.

Outro ponto do debate será o potencial de uma indústria mais conectada às características da Amazônia para ampliar a geração de emprego e renda, estimular pesquisa e inovação e criar novas cadeias produtivas associadas à economia de baixo carbono.

O webinar integra a programação do projeto Diálogos Amazônicos, iniciativa que busca aproximar pesquisadores, especialistas e representantes de diferentes setores em torno dos desafios econômicos, ambientais e sociais da região.

A edição conta com apoio da Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

A participação é gratuita e aberta ao público. As inscrições podem ser feitas pela página do evento na FGV.

Fundada em 1976 e contando com 15 associadas, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – ABRACICLO representa os fabricantes de veículos de duas rodas no país, tendo como principal missão promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade do Setor de Duas Rodas, apoiando e defendendo a indústria nacional estabelecida no Polo Industrial de Manaus – PIM por meio dos pilares Política Industrial, Segurança Viária e Técnico.

A fabricação nacional de motocicletas, quase totalmente concentrada no Polo Industrial de Manaus (PIM), está entre as seis maiores do mundo. No segmento de bicicletas, com as principais fábricas também instaladas no PIM, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes do Setor de Duas Rodas geram mais de 21,8 mil empregos diretos em Manaus/AM e mais de 154 mil em todo o Brasil. 

Diálogos Amazônicos
Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal Brasil Amazônia Agora

Artigos Relacionados

Seis sistemas que vigiam a Amazônia e o que cada um mede

Entenda como Deter, Prodes, SAD, MapBiomas Alerta e PrevisIA atuam no monitoramento do desmatamento na Amazônia.

Groenlândia e Antártida perderam gelo suficiente para cobrir o Brasil com 1,5 m de água

Estudo revela que a perda de gelo na Groenlândia e Antártica superou 12 trilhões de toneladas desde 1979 e elevou o nível do mar.

Nosso compromisso com o futuro do Amazonas

O setor produtivo assume sua parte na construção de...

Estudo da UFPR liga desmatamento na Amazônia à queda de chuvas no Paraná

Estudo da UFPR liga o desmatamento na Amazônia à redução de chuvas no Paraná, com riscos para lavouras, água e hidrelétricas.