Câmara aprova MP que libera privatização da Eletrobras e desorganiza setor elétrico brasileiro

Não teve jeito. Nem mesmo os jabutis absurdos que desestruturam o setor elétrico e deixam mais cara a energia foram capazes de conter a aprovação da Medida Provisória 1031 pela Câmara dos Deputados nesta 2ª feira (21/6). O projeto foi aprovado na bacia das almas, faltando apenas um dia para a MP perder a validade, e deve ser sancionado hoje pelo presidente Jair Bolsonaro.

Nos últimos dias, destacamos aqui os inúmeros problemas do texto da MP aprovada pelo Congresso Nacional, que incluiu diversas emendas sem conexão direta com a matéria da medida (os chamados “jabutis”). Na prática, essas emendas impõem uma série de obrigações ao governo federal para contratação de usinas termelétricas a carvão e gás natural, mesmo em regiões onde não existe demanda nem infraestrutura. Como escreveu o ex-ministro José Goldemberg para o ClimaInfo, a MP cria um verdadeiro “Frankenstein”, no qual o contribuinte será pouco beneficiado e acabará “pagando o pato” com tarifas mais caras e energia mais suja.

O texto aprovado ainda viola responsabilidades constitucionais da União com a proteção dos Povos Indígenas ao passar por cima das regras de licenciamento ambiental para facilitar a construção da linha de transmissão do Tucuruí, vulgo “Linhão”, que conectará o Amapá ao sistema elétrico nacional. Atualmente, a obra se encontra em fase inicial, com consultas às comunidades da Terra Indígena Waimiri-Atroari, por onde passará parte do Linhão.

CNN BrasilEstadãoExameFolhaG1O GloboUOL e Valor, entre outros, repercutiram a aprovação da MP pelos deputados.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

CODAM da Bioeconomia e da Inovação Territorial

Entre a floresta, a ciência e a indústria, o...

O CODAM, as Startups e os Caminhos de Redução das Desigualdades Regionais

A expansão industrial continua a movimentar investimentos e empregos...

Estudo revela que fumaça das queimadas gera custo anual de R$ 17,6 milhões ao SUS

Fumaça das queimadas eleva internações e gera custo anual de R$ 17,6 milhões ao SUS na Amazônia Legal e no Cerrado.

Combate ao desmatamento e incêndios terá R$ 337 milhões para Ibama e ICMBio

Governo destina R$ 337 milhões ao combate ao desmatamento, incêndios florestais e fiscalização ambiental pelo Ibama e ICMBio.

UM NOVO TEMPO PARA AS RESPONSABILIDADES PÚBLICAS

A nova configuração institucional proporcionada pela Lei Orgânica cria...