Com a desculpa de facilitar o combate aos efeitos da Covid-19 na economia nacional, o Brasil, sutilmente, derrete mais ainda as vantagens competitivas do programa Zona Franca de Manaus. Facilitar a importação significa optar por gerar emprego nos países exportadores e reduzir - de modo inapelável - os postos de trabalho nas empresas que fabricam no país. Ou seja, iremos continuar pagando os mais escabrosos tributos do planeta e ampliar postos de trabalho nos países asiáticos. Na prática, vamos sim aliviar os efeitos da COVID-19, tão somente nos países exportadores que vendem para países como o Brasil.
Incentivos versus empregabilidade é o que sabemos fazer, além de aliviar a compulsão fiscal federal. Teria alguma outra instância mais competente para isso ou uma fonte de benefícios ao Brasil mais generosa? Mais do que nunca devemos estar alinhados e em absoluto estado de vigilância.
Desenvolvimento econômico não pode estar divorciado o desenvolvimento social. Afinal, foi nessa conjugação de ações sociais e políticas públicas que a Zona Franca de Manaus foi criada.
“Temos alguns caminhos para assegurar essa mobilização tão essencial. Um deles é atuar mais fortemente no Pró-Amazônia, uma iniciativa do setor privado que tem uma pauta amazônica robusta de envolvimento dos atores regionais, especialmente em termos de infraestrutura.”
"Nossa economia, em hipótese alguma, aumenta o rombo tributário, E muito menos utiliza recursos públicos. Quem nos causa o rombo fiscal é a compulsão da Receita e o confisco de 75% da riqueza aqui gerada e que deveria ser aqui aplicada. E não é bem isso que acontece."
A história dos pioneiros amazônicos talvez ensine exatamente isso: desenvolvimento regional nunca foi resultado de fórmulas prontas. Sempre foi fruto de adaptação, coragem e compreensão profunda da realidade amazônica.