Precisamos ficar muito atentos à síndrome da abundância, pois ela costuma ser perversa. Não é porque temos 1/5 da água potável do planeta que nós precisamos destratar/dilapidar essa benção da natureza. Cabe recordar ainda que, em 2005, pavorosa estiagem levou nossos rios ao menor nível e volume, chamada de mega seca, assim batizada pelos cientistas. Os danos sociais e florestais foram imensuráveis. Para o meio ambiente os danos se estenderam por uma década. Pesquisas da NASA relacionaram o fenômeno ao aumento, em ocorrência e dimensão, dos furacões nos Estados Unidos. Ou seja, não dá para descuidar das demandas climáticas, especialmente, quando vivemos e geramos riqueza no modo sustentável em pleno coração da maior floresta tropical da Terra.
"[...] com a brusca redução na produtividade dos recursos naturais (desmatamentos, assoreamento dos rios, perda da biodiversidade, etc.), muitas áreas no Vale do Jequitinhonha, no Vale do Mucuri, em Microrregiões do Rio Doce, tornaram-se áreas economicamente deprimidas. Atualmente, o mercado regional não é totalmente inexpressivo graças às intensas transferências de renda do Governo Federal para as famílias e as transferências fiscais para as Prefeituras locais, as quais ampliam o poder de compra local."
Nessa jornada, que exige espíritos atentos, em processo constante de aprendizagem, todos aprendemos que é preciso substituir a ganância pelo trato da delicadeza diante do valor das joias mais do que raras. Estamos falando de Amazônia. É preciso, portanto, chegar mais perto dessa movimentação, contribuir com o desafio de decodificar seus enigmas e indagar - parodiando o raciocínio do lendário presidente norte-americano, J.F. Kennedy, “mais do que saber o que a Amazônia pode fazer por mim, importa dizer o que eu posso fazer para cuidar deste tesouro chamado Amazônia.
Geová Alves, presidente da Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique (ACTB) fala sobre o potencial de geração de renda e os desafios para o uso sustentável dos recursos da biodiversidade e conhecimentos tradicionais
"Precisamos seguir lançando o olhar para o futuro e assentando os pés no presente, onde desconhecemos bastante sobre como gerar riqueza com responsabilidade na...
Entre desafios logísticos, pressão internacional e transição climática, a indústria do Amazonas consolidou uma experiência singular de desenvolvimento associado à floresta em pé, com mulheres assumindo papel cada vez mais estratégico nos espaços de liderança, inovação e transformação regional.