“Se existisse um espírito liberal pelo Brasil, deveriam existir ações no sentido de criar condições econômicas para a Amazônia e não ao contrário: retirá-las. Defender este pseudo-liberalismo é como defender que a terra é plana.”
“Ao todo, 18 estados brasileiros têm indústrias de bicicleta e todos estão perdendo empregos e mercado com a diminuição do imposto para bicicletas importadas”, ressaltou o Senador.
Desde que a vacinação começou, foram distribuídos de 13 milhões a 14 milhões de doses, disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “É uma vitória do nosso país", afirmou.
Os argumentos da prosopopeia ambiental, portanto, são risíveis, pois a estrada seria a melhor maneira de evitar a depredação e brecar outras atividades ilegais. Proteção e integração foram os pilares originais do conceito e valor que deram origem BR-319 e à própria Zona Franca de Manaus no governo que as implantou há quase 50 anos. Com efeito, não há outro meio de resguardar um estoque natural sem lhe conferir base econômica.
Essa estrada não removerá recursos naturais de monta. Ela já existe. Só foi interditada por interesses obscuros. Com que autoridade esses grupos nos negam o direito legítimo de acessar por terra o resto do território brasileiro? Temos que exigir o direito constitucional de ir e vir dos brasileiros interessados em conhecer a floresta amazônica.
O problema maior é o seguinte: o desenho da política industrial e a maneira com que o setor se desenvolveu nos últimos 15 anos foi absolutamente equivocado e estava fadado ao fracasso.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas