Ao promover a redução do IPI, o governo justifica a ideia de que a medida se "soma às medidas de incentivo à retomada da economia e à ampliação da produtividade que estão em curso no país, contribuindo para a dinamização da produção e, consequentemente, da geração de empregos e renda". Falou-se até em dar suporte na redução dos preços e, com isso, na taxa de inflação. Cabe aqui advertir para o fato de que essa medida não terá os resultados esperados pelo Governo Federal. Como toda regra tem uma exceção, dadas as características do setor automotivo, é provável que a redução de 18,5% do IPI sobre automóveis tenha impacto na redução dos preços destes bens. Para os demais produtos, engana-se quem acredita nos resultados propagados pelo Governo Federal. Nem a medida permitirá algum grau de reindustrialização, muito menos ajudará no controle inflacionário. Na verdade, de tão frágil, a medida já caducou com o conflito entre Rússia e Ucrânia e suas consequências econômicas.
Mais uma vez está subjacente a ideia de renúncia fiscal. As confusões diárias fabricada pelos ditames eleitorais não lhe permitiram descobrir que só existe renúncia fiscal nos gráficos da Receita Federal. Numa aula trivial da Universidade de Chicago o ministro teria dificuldades em demonstrar que há renúncia fiscal na Zona Franca de Manaus. Com toda razão. Não há renúncia muito menos existe um centavo de gasto público no Polo Industrial de Manaus
Tensões na Ucrânia e incertezas no Brasil puxarão índices
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A ofensiva judicial da FIESP contra a Zona Franca de Manaus expõe mais do que um embate tributário. Revela a dificuldade histórica de parte do Brasil em aceitar qualquer redistribuição de competitividade, riqueza e protagonismo econômico fora do eixo tradicional de poder.