Mesmo no cenário mais conservador, cada estado da região da Amazônia Legal poderia arrecadar cerca de 1,4 bilhão de dólares por ano em créditos de carbono.
O anúncio do repasse para combate do desmatamento na Amazônia foi realizado como parte das ações do governo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho.
Muitas das proposições visam flexibilizar as exigências atuais do Código Florestal, além de modificar parâmetros de recomposição ambiental e redefinir critérios para a consolidação de áreas que já foram ocupadas.
O Pará, estado que sediará a COP30 em novembro, lidera a lista com o maior número de cidades entre as dez primeiras com pior qualidade de vida, totalizando sete; é lá onde vive o povo indígena Munduruku, que vive sob ameaça de garimpeiros na Amazônia Legal.
Na prática, o PL abre caminho para o desmatamento de porções maduras e estratégicas da Mata Atlântica, justamente aquelas com maior valor ecológico e capacidade de regeneração.
Ele nos recorda uma lição simples e fundamental: o verdadeiro progresso continua sendo aquele que coloca o conhecimento a serviço das pessoas, da prosperidade e da floresta.