Governo anuncia R$ 825,7 milhões para frear desmatamento na Amazônia

O anúncio do repasse para combate do desmatamento na Amazônia foi realizado como parte das ações do governo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho

O governo brasileiro anunciou o repasse de R$ 825,7 milhões do Fundo Amazônia ao Ibama para intensificar o combate ao desmatamento na Amazônia. Os recursos serão aplicados ao longo de 60 meses com o objetivo de modernizar as ações de fiscalização ambiental e ampliar a presença do Estado na região. Entre as medidas previstas estão a aquisição de helicópteros de grande porte com proteção balística, drones de alta tecnologia e a construção de bases aéreas e helipontos estratégicos na floresta.

O anúncio do repasse foi realizado em uma cerimônia no Palácio do Planalto, como parte das ações do governo em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. “Neste governo, já evitamos lançar na atmosfera 450 milhões de toneladas de CO2 [dióxido de carbono]. Isso dobrou os recursos do Fundo Amazônia. Esse dinheiro volta agora volta ao Ibama para a compra de mais helicópteros, meios tecnológicos e serviços públicos com o objetivo de prevenir e combater incêndios e desmatamento”, disse Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, presente no evento.

Governo anuncia R$ 825,7 milhões para frear desmatamento na Amazônia.
Governo anuncia R$ 825,7 milhões para frear desmatamento na Amazônia | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Expansão das Unidades de Conservação

Na mesma cerimônia, foi assinado o decreto para criação de três novas unidades de conservação federais. Duas dessas unidades foram criadas no Paraná e uma no Espírito Santo, a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce. A região é a única área continental de desova da tartaruga-de-couro no Brasil, espécie ameaçada de extinção.

Essa APA visa preservar os ecossistemas costeiros e marinhos afetados pelo desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem do Fundão, ocorrido em Mariana (MG) em 2015. Com extensão de 45.417 hectares, abrangendo os municípios capixabas de Linhares e Aracruz, a APA integra zonas terrestres e marinhas da Mata Atlântica, sendo fruto de um acordo judicial voltado à reparação dos impactos socioambientais sofridos pela região.

Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais
Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais | Foto: Antônio Cruz Agência

Outras ações

Segundo matéria do Um Só Planeta, também foi assinado o decreto que trata da Estratégia e do Plano de Ação Nacionais de Biodiversidade, o decreto que institui a estratégia nacional para a conservação e o uso sustentável dos recifes de coral, decreto que dispõe sobre o programa de áreas protegidas da Amazônia e o que estabelece os limites do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, localizado na Serra do Mar, no Paraná.

Isadora Noronha Pereira
Isadora Noronha Pereira
Jornalista e estudante de Publicidade com experiência em revista impressa e portais digitais. Atualmente, escreve notícias sobre temas diversos ligados ao meio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável no Brasil Amazônia Agora.

Artigos Relacionados

As veias ainda abertas: Bad Bunny, Galeano e a insubordinação estética da América Latina

"A América Latina sempre produziu pensamento crítico, inovação estética...

Cerrado: ativo estratégico para água, energia e clima que o próprio Brasil está destruindo

O Cerrado sustenta água, biodiversidade e clima na América Latina, mas enfrenta desmatamento acelerado e proteção legal limitada.

Quem produz na floresta agora tem visibilidade: Iniciativa mapeia cadeias produtivas na Amazônia

O avanço da sociobioeconomia na Amazônia ganhou uma nova ferramenta estratégica....