Ao completar um ano da explosão em Beirute, papa promete visita

Acidente matou 200 pessoas e causou muitos danos

Em sua primeira audiência geral, após cirurgia no intestino há um mês, o papa Francisco disse nessa quarta-feira (4), quando completou um ano da explosão em Beirute, ter grande vontade de visitar o Líbano.ebcebc

O papa, de 84 anos, que parecia em forma e improvisou partes do discurso, também desejou sucesso aos esforços do presidente francês, Emmanuel Macron, para arrecadar mais de US$ 350 milhões em ajuda ao Líbano, em uma conferência de doadores, e fez novo alerta para sua classe política em conflito.

A enorme explosão química no Porto de Beirute matou 200 pessoas e custou bilhões de dólares em danos.

Francisco, que se pronunciou no salão de audiências do Vaticano, disse que muitos no Líbano, que é atingido por uma depressão financeira e enfrenta sua pior crise social em 30 anos, perderam “até a ilusão de viver”.

Os doadores deveriam ajudar o Líbano “em um caminho de ressurreição”, disse, pedindo “gestos concretos, não só palavras”, porque muitos que perderam lares e empregos estão cansados e desiludidos.

“Queridos libaneses, meu desejo de visitá-los é grande. E não me cansarei de orar por vocês para que o Líbano volte a ser uma mensagem de irmandade, uma mensagem de paz para todo o Oriente Médio”, afirmou.

O secretário das Relações Exteriores do Vaticano, arcebispo Paul Gallagher, disse no mês passado que a visita ao Líbano poderia ocorrer no final deste ano ou no início do próximo. Ele deu a entender que o papa poderia ir até sem um governo no poder.

Fonte: Agência Brasil

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O rio além da draga – PARTE II – Antes da concessão, o rio e seus habitantes – Coluna Follow-Up

A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.