Amazônia: Empresas e organizações apoiam fundo norte-americano de U$ 9 bi para florestas

Um grupo de empresas, organizações da sociedade civil e representantes de Povos Indígenas brasileiros encaminhou ao Congresso dos Estados Unidos uma carta em favor da proposta de um fundo internacional para conservação de florestas tropicais. O mecanismo está sendo discutido pelos parlamentares norte-americanos e faz parte do pacote climático proposto pelo presidente Joe Biden. O documento é assinado por 23 entidades, que representam empresas de grande porte como Bradesco, Gerdau e Natura, além de ONGs como Instituto Clima e Sociedade (iCS) e WWF-Brasil, além da COIAB.

Batizada de America Mitigating and Achieving Zero-Emissions Originating from Nature for the 21st Century Act (Amazon21 Act), a proposta prevê a criação de um fundo com cerca de US$ 9 bilhões para financiar projetos de conservação florestal em países em desenvolvimento, a serem administrados pelo Departamento de Estado. A ideia foi anunciada por Biden durante a Conferência do Clima de Glasgow (COP26), em novembro do ano passado, em um esforço da diplomacia norte-americana para retomar o protagonismo do país na agenda climática internacional.

A carta brasileira foi encaminhada aos líderes democratas e republicanos no Congresso dos EUA, além do secretário Antony Blinken, a presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi e o presidente Biden. Além de defender a proposta, o documento fez um conjunto de sugestões para melhorar esse mecanismo, como priorizar o acesso direto a financiamentos aos Povos da Floresta, a destinação dos recursos com base em resultados, a definição de regras claras e uma governança ampla, com participação da sociedade civil.

Associated PressEstadão e Valor repercutiram o documento.

Em tempo 1: O g1 destacou os resultados de um estudo recente publicado por pesquisadores das Universidades Federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Minas Gerais (UFMG) que mostrou como as estradas contribuem para a incidência de desmatamento nos biomas brasileiros. Com exceção dos Pampas, observou-se uma relação entre a existência de áreas vegetais preservadas e a distância das conexões rodoviárias: quanto mais longe estiver de uma estrada, mais provável que se encontre vegetação nativa. O estudo foi publicado na revista Science Advances.

Em tempo 2: Ainda sobre recursos externos e proteção ambiental no Brasil, Sarita Reed e Lulu Ning Hui abordaram no Diálogo Chino as cobranças que a China enfrenta pelos impactos ambientais de seus megainvestimentos em infraestrutura ao redor do mundo. Bancos e empresas chinesas têm se aproximado de projetos desse tipo na Amazônia, o que aumentou a exposição dessas organizações a riscos relacionados ao meio ambiente, como desmatamento ilegal. Num primeiro momento, questões ambientais ficaram para trás nas prioridades do capital chinês na região, mas as pressões internacionais e do próprio governo chinês podem sinalizar uma mudança de conduta no futuro, com esses investimentos enfocando oportunidades verdes.

Fonte: Clima Info

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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