A crise climática, marcada por secas, enchentes e ondas de calor, subiu em até 280% preços de alimentos básicos, agravando a insegurança alimentar e impactando populações vulneráveis
Um estudo internacional, conduzido por instituições de pesquisa europeias, revelou que eventos climáticos extremos, intensificados pelo aumento histórico das emissões de carbono, têm afetado a produção agrícola e elevado os preços dos alimentos globalmente. Os resultados indicam aumentos de até 280% em alguns produtos, como o cacau.
No Brasil, a seca de 2023 contribuiu para um aumento de 55% no preço do café no mercado global. Países como Estados Unidos, Coreia do Sul, Índia e Costa do Marfim enfrentaram altas superiores a 70% em diversos alimentos devido aos impactos da crise climática.

Essa pressão inflacionária dificulta o acesso de famílias vulneráveis a alimentos nutritivos, elevando o risco de desnutrição e agravando doenças crônicas como diabetes, problemas cardíacos e câncer.
Pesquisadores alertam que, sem uma redução urgente nas emissões de carbono, os impactos da crise climática sobre os preços e a segurança alimentar continuarão a se intensificar, ameaçando o acesso global à alimentação.

