Inseticida natural feito com geoprópolis elimina larvas do mosquito da dengue

Estudo com abelhas sem ferrão destaca o valor da biodiversidade como fonte de inseticida natural e impulsiona alternativas sustentáveis na indústria farmacêutica

Pesquisadores identificaram na geoprópolis da abelha mandaçaia (Melipona quadrifasciata) um inseticida capaz de eliminar até 100% das larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de inseticidas naturais menos tóxicos ao meio ambiente e reforça a importância da biodiversidade brasileira na busca por soluções sustentáveis para a saúde pública.

Foto de abelhas mandaçaia em atividade dentro de colmeia.
Abelhas mandaçaia dentro de colmeia. Foto: Denis Ferreira Netto.

A geoprópolis é uma variação do própolis que, além de resinas vegetais, contém partículas de barro ou argila. A pesquisa realizada em parceria entre a Universidade de São Paulo, a Universidade de Brasília e startups da região de Ribeirão Preto, identificou um composto chamado diterpeno na geoprópolis das abelhas nativas. A molécula é resultado da combinação entre a resina de pinus e a saliva das abelhas mandaçaias e apresentou forte ação larvicida.

A pesquisa abre caminho para o uso de outros insumos de abelhas sem ferrão, além do mel, e busca viabilizar a aplicação do diterpeno na indústria farmacêutica, fortalecendo iniciativas de inovação focadas em preservar a biodiversidade brasileira.

Close de abelha mandaçaia sobre terra úmida.
De fácil manejo, a abelha mandaçaia chama atenção pelo uso potencial de seus insumos na área da saúde. Foto: Abelhas Nativas Rio do Rastro.
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.

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