CIEAM: a agenda ESG, a bioeconomia e a descarbonização da indústria na ZFM

“E foi na porta do INPA que o CIEAM foi bater para buscar o conhecimento dos impactos provocados pela indústria no meio ambiente amazônico. Como resultado, já podemos dar a boa notícia de que é possível demonstrar por A+B que as empresas industriais da ZFM ja podem preparar sua certificação de descarbonização climática.”

Por Alfredo Lopes
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Coluna Follow-Up

Às vésperas de seus 44 anos, e movimentado por um Conselho com destacada presença de mulheres, e um presidente reeleito, o CIEAM – Centro da Indústria do Estado do Amazonas tem muito a celebrar e miríades de desafios a enfrentar. Anda bem. Isso traduz uma jornada em incessante movimento e intensa vibração por conta da vitalidade institucional que representa.

Um dos eixos dessa embarcação multifuncional e de interação transversal são as Comissões Setoriais, formadas por afinidades e interesses corporativos, seleção de prioridades e identificação de necessidades e um só pressuposto: unidos somos fortes e imbatíveis. Hoje falaremos da Comissão ESG (Environmental, Social and Governance), um time vibrante em busca por práticas sustentáveis e responsáveis, fundada numa agenda obrigatória e inadiável para as empresas que desejam manter negócios saudáveis e competitivos. 

Não por coincidência, essa Comissão surge, exatamente, num programa de trabalho voluntário e mobilização solidária a partir dos compromissos humanitários que reuniu, na Ação Social Integrada das entidades do setor produtivo e laboral, atores públicos, profissionais liberais, colaboradores, prestadores de serviços, em suma, todos os que se dedicaram a ajudar pessoas, os servidores da saúde e a população alcançada pela vulnerabilidade social, e manter funcionando a base econômica do amparo social.

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Foto: Régia Moreira, Comissão ESG do CIEAM, recebe Niro Higuchi, do INPA, com Lúcio Flavio Oliveira, Maurício Loureiro, Anderson Chave

A Agenda ESG (Environmental, Social and Governance) tem avançado nas iniciativas que confirmam a responsabilidade socioambiental das empresas do Polo Industrial de Manaus na proteção florestal, historicamente relacionada à conservação do bioma florestal pelo fato de propiciar meio milhão de postos de trabalho. E, assim, indiretamente, impedir que essa população avance sobre a mata, transformando-a em mecanismo de sobrevivência coletiva. Essa conduta, porém, não destaca ações mais efetivas do setor produtivo, como, por exemplo, a manutenção integral da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), presente em todos os municípios do Amazonas, qualificando as gerações de acadêmicos na perspectiva da realização profissional. 

A indústria de Manaus, neste mesmo paradigma, no total, repassa R$4 bilhões, a cada ano, para o desenvolvimento sustentável, visando a interiorização do desenvolvimento e a atribuição de uma finalidade econômica ao propósito da proteção florestal. O fomento ao turismo e a outras cadeias produtivas não predatórias estão na base, também, de programas setoriais, como o Programa Prioritário de Bioeconomia da Suframa, administrado pelo IDESAM, uma entidade não-governamental que fomenta a disseminação de empreendimentos por toda a Amazônia. Proteger a floresta é espalhar arranjos produtivos sustentáveis para gerar renda e oportunidades ao tecido social. Este, também, é o modo ESG da indústria em movimento.

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FEA/USP

Essa prática é orientada por normas, premissas e exigências da sustentabilidade em seu sentido amplo. Isso assegura as as melhores práticas do desenvolvimento inteligente que preserva os serviços ecossistêmicos, gera empregos e renda de forma justa, valorizando a cultura e tradição local. A bioeconomia amazônica, eixo biótico do programa deve ser o fio condutor das estratégias competitivas das organizações envolvidas, visando o longo prazo, a geração de oportunidades econômicas e o fomento das cadeias produtivas da sociobiodiversidade.

Ficamos décadas a debater e planejar essas iniciativas. Hoje eles estão brotando, crescendo e se desenvolvendo a partir do polo industrial de Manaus, o provedor dos recursos materiais e financeiros. Sem eles, os recursos naturais presentes na Amazônia seriam apenas recursos naturais, cantados e decantados em verso, prosa e narrativas. Hoje um novo tempo está começando. Esses recursos naturais, que oferecem um enorme potencial de negócios, ganham recursos financeiros , no caso do PPBio, o Programa Prioritário de Bioeconomia, da própria indústria que decide investir suas verbas de P&D na região, alcançando desde os pequenos empreendedores até as grandes empresas. 

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(Leandro Fonseca/Exame)

Mas a Agenda da Comissão ESG não se envolve, apenas, com a expansão da Bioeconomia como efeito demonstrativo dos avanços socioambientais do Polo Industrial de Manaus. Desde seus primórdios, a indústria procurou a companhia da academia, sempre atenta à pesquisa, por exemplo, do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 70 anos de investigação científica na floresta, consolidado como o maior centro mundial de pesquisa tropical. E foi na porta do INPA que o CIEAM foi bater para buscar o conhecimento dos impactos provocados pela indústria no meio ambiente amazônico. Como resultado, já podemos dar a boa notícia de que é possível demonstrar por A+B que as empresas industriais da ZFM ja podem preparar sua certificação de descarbonização climática.

Tudo isso, baseado na Dinâmica do Carbono, um estudo robusto que teve a liderança do cientista Niro Higuchi e que mobilizou 32 universidades e/ou Centro de Pesquisas do clima ao redor do mundo. Entre outros incontáveis benefícios, a partir de então, que descrevem a contribuição da floresta amazônica para o combate ao aquecimento global, a atividade do polo industrial de Manaus já pode ser, cientificamente, equilibrada do ponto de vista de sua performance de descarbonização. Voltaremos

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal Brasil Amazônia Agora

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