#SomosTodosZFM

Quem depende da ZFM deveria dizer com muita força #SomosTodosZFM ou #EuSouZFM. Fora disso, será um declínio lento e continuado. Quando uma sociedade deixa “ficar para trás” uma pessoa, é muito triste. Quando um arranjo industrial abandona uma empresa, sem solidariedade, é muito mais triste, porque muitas vidas são afetadas.

Por Augusto Cesar Rocha
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Em 07/01/2015 aconteceu um atentado terrorista em Paris, contra o Jornal Charlie Hebdo. Depois deste evento, uma enxurrada de protestos mundo afora adotou a expressão “Je suis Charlie”, em solidariedade às vítimas e com uma forte conotação de suporte à Liberdade de Expressão. Um ato terrorista muitas vezes gera vítimas e isso tudo é muito triste.

Neste ano, em especial a partir 14/04/2022, a Zona Franca de Manaus começou a receber uma série de Decretos que são verdadeiros atentados. Como todo ato terrorista, fica difícil compreender as razões, porque o terror é terror para quem o sofre, mas é um ato heroico para quem o comete. Esta série de decretos e embates judiciais causa a insegurança jurídica tão temida por empresas. Um terrorismo para quem o Decreto fere.

A questão principal é como um arranjo industrial que já possui 528 Processos Produtivos Básicos, podendo produzir diversos outros produtos, tem o seu volume reduzido para 170 produtos e isso está tudo bem? Para mim, é um ato de terror. Se apenas um produto fosse retirado, já seria um ato de terror. 358 produtos com PPB não possuem mais a proteção, ao que tudo indica.

Acontece que os “beneficiados” por estarem na lista de 170, não estão muito preocupados com o resto do sistema ZFM. O conceito da área industrial incentivada será forte, se houver muitos produtos. Toda vez que o universo de produtos vai sendo reduzido, ao invés de ser aumentado, é uSm ato de terror para quem depende desta indústria.

Quem depende da ZFM deveria dizer com muita força #SomosTodosZFM ou #EuSouZFM. Fora disso, será um declínio lento e continuado. Quando uma sociedade deixa “ficar para trás” uma pessoa, é muito triste. Quando um arranjo industrial abandona uma empresa, sem solidariedade, é muito mais triste, porque muitas vidas são afetadas.

O mundo se comoveu com o jornal francês. Será que alguém se comoverá com os 358 PPBs que não possuem mais proteção para estar na ZFM. E os novos produtos, como ficam? A ZFM chegou ao teto e daqui só reduz? O lamento nortista, que chora pela Amazônia, deveria começar a ecoar um novo mantra: #SomosTodosZFM. 

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Augusto Rocha é professor da UFAM
Augusto Rocha
Augusto Rocha
Augusto Cesar Barreto Rocha é professor da UFAM

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