YouTube lucra milhões com canais de desinformação climática, revela estudo

Um estudo recente revelou que o YouTube está lucrando milhões com anúncios em canais que promovem informações falsas sobre mudanças climáticas, desafiando as políticas da plataforma contra a desinformação.

O YouTube está lucrando significativamente com publicidade em canais que propagam informações incorretas sobre a mudança climática. Conforme revelado em um relatório recente, esses criadores de conteúdo estão empregando métodos sofisticados para contornar as regras da plataforma que visam combater a disseminação de informações falsas.

Análise do CCDH revela táticas de desinformação

O Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH), utilizando tecnologia de inteligência artificial, analisou as transcrições de mais de 12 mil vídeos dos últimos seis anos, provenientes de 96 canais do YouTube, uma empresa da Alphabet. O estudo concluiu que esses canais estão divulgando conteúdos que subestimam o consenso científico sobre o impacto humano nas mudanças climáticas e nos padrões de temperatura globais.

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foto: Christian Wiediger/Unsplash

Evolução do conteúdo negacionista climático

O CCDH, uma entidade sem fins lucrativos focada no monitoramento do discurso de ódio na internet, descobriu que os vídeos de negacionismo climático estão mudando de estratégia. Em vez de negar o aquecimento global ou sua causa, esses conteúdos agora atacam as soluções propostas para o problema, minimizam seus impactos, ou questionam a confiabilidade da ciência climática e do movimento ambiental. Isso representa um aumento significativo comparado aos últimos cinco anos.

YouTube lucra milhões com canais de desinformação climática, revela estudo
foto: Kelly Sikkema/Unsplash

“Uma nova frente se abriu nessa batalha”, afirmou Imran Ahmed, líder do CCDH. Ele observou que os negacionistas estão mudando seu discurso, admitindo a mudança climática, mas desacreditando as possíveis soluções e a esperança de mudança.

De acordo com o relatório do CCDH, o YouTube pode estar faturando até US$ 13,4 milhões por ano com anúncios veiculados nesses canais. O grupo enfatizou que seu modelo de inteligência artificial foi projetado para diferenciar entre ceticismo saudável e informações enganosas.

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foto: NASA

Resposta do YouTube e solicitações do CCDH

Em resposta, o YouTube não se pronunciou diretamente sobre as descobertas do relatório, mas defendeu suas diretrizes atuais. Um porta-voz da plataforma afirmou que debates e discussões sobre mudanças climáticas são permitidos, mas conteúdos que neguem explicitamente essas mudanças são impedidos de gerar receita com anúncios. O CCDH instou o YouTube a revisar sua política sobre conteúdo de negacionismo climático, argumentando que a análise pode auxiliar o movimento ambientalista a combater de maneira mais eficaz as falsas alegações sobre o aquecimento global.

Com informações da Folha de São Paulo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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