Veículos elétricos estão próximos de “ponto de inflexão” para adoção em massa

O crescimento significativo das vendas globais de veículos elétricos em 2020, mesmo com o desaquecimento da economia mundial por conta da pandemia, deixou especialistas esperançosos sobre o avanço da tecnologia no mix da frota mundial de automóveis nos próximos anos.

Analistas ouvidos pelo Guardian destacaram que a eletrificação automotiva está se aproximando de um “ponto de inflexão”, a partir do qual a disseminação em massa desses modelos será possível. A expectativa do setor é de queda contínua dos preços das baterias elétricas, o que permitirá preços para estes veículos abaixo dos modelos equivalentes a gasolina e diesel já nos próximos dois a quatro anos, e sem subsídios. Como destacamos aqui, a Noruega foi o 1º país do mundo a registrar mais vendas de carros elétricos do que de veículos a combustão no ano passado.

Enquanto isso, a montadora Audi anunciou que seus modelos A4, A6 e A8 deixarão de ser vendidos com motores a combustão, reforçando a movimentação do setor automobilístico europeu rumo à eletrificação. Segundo o portal Electrive, a ideia da Audi é abandonar os modelos a gasolina e diesel ao longo desta década, priorizando a oferta de modelos 100% elétricos.

Em tempo: Elon Musk, da Tesla, anunciou na semana passada a oferta de um prêmio de US$ 100 milhões para quem conseguir desenvolver a “melhor” tecnologia para captura e armazenamento de carbono (CCS). A oferta do homem mais rico do planeta deve impulsionar uma das soluções mais polêmicas em discussão nas últimas décadas para enfrentar o aquecimento global. Para alguns especialistas e o grosso das indústrias, a tecnologia de CCS é crucial para que a humanidade consiga efetivamente reduzir a concentração de carbono e, assim, conter o aquecimento global. No entanto, para outros cientistas e ativistas climáticos, a solução ainda é extremamente incipiente e dificilmente conseguirá adquirir escala no médio prazo para contribuir no esforço contra a crise climática, além de servir como uma “desculpa” para que os setores econômicos não avancem com medidas de descarbonização de suas atividades.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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