Sob Bolsonaro, Amazônia vive seus dois piores meses de agosto

Bolsonaro coleciona recordes de desmatamento na Amazônia. Dados do INPE mostram que o mês passado foi o 2º pior agosto da história recente na floresta, atrás apenas de agosto de 2019, 1º ano do atual governo.

De acordo com o sistema DETER/INPE, a Floresta Amazônica perdeu 1.359 km2 em agosto de 2020, 21% a menos do que no mesmo mês do ano passado, o qual detém o recorde dos registros para o mês – 1.714 km2. Agosto de 2020 está entre os cinco piores meses já registrados.

Mourão celebrou no Twitter no começo do mês a queda no desmatamento. No entanto, a celebração perde seu brilho se considerarmos que, antes de janeiro de 2019 – começo do governo Bolsonaro – o índice mensal de desmatamento calculado pelo DETER só havia ultrapassado 1.000 km2 uma única vez. Na atual administração, isso já se repetiu seis vezes.

Se considerarmos os dados totalizados de 2020, a Amazônia já perdeu neste ano 6.099 km2 de floresta, um volume apenas 5% menor que o registrado no mesmo período em 2019, ano que obteve o maior percentual de aumento no desmatamento na última década.

Os novos dados sobre desmatamento na Amazônia foram destacados por Folha, G1, O Globo, Poder360 e Reuters, entre outros.

Em tempo: Carta de pesquisadores brasileiros publicada na Science contesta a dissociação entre desmatamento e queimadas usada como argumento pelo governo Bolsonaro. Em 2019, 52% dos focos de calor registrados pelo INPE foram detectados em propriedades registradas no Cadastro Ambiental Rural como fazendas de médio e grande porte. A carta também ressalta que 67% de todos os alertas de desmatamento detectados pelo DETER entre agosto de 2019 e julho de 2020 ocorreram em propriedades rurais maiores. As informações contradizem o governo, que diz que as queimadas e o desmatamento nos últimos dois anos são resultado da ação de pequenos agricultores.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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